EDITORIAL – “Portugalândia”, sem paralelo na Europa

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EDITORIAL

A uma semana das Eleições Autárquicas, não é insignificante refletir num país especial na Europa e no futuro do poder autárquico.

O que pode estar em causa é ingovernabilidade das Câmaras dada a volatilidade de alianças na gestão ou mesmo a ausência de acordos de governação sendo os eleitores maioritáriamente prejudicados.

Quando se fala de “Independentes”, deve ter-se em conta que no panorama nacional se reconhece a existência de um único, Rui Moreira no Porto.

Nos restantes, são genéricamente zangas entre membros de Partidos, desiludidos, marginalizados, necessáriamente também alguns jovens que nunca passaram pelos Partidos, chegando-se ao ponto extremo de haver candidatos designados de “Independentes” ainda a exercer funções em nome de Partidos por onde anteriormente foram eleitos.

A ingovernabilidade de que falamos está plasmada na existência de 1195 Candidaturas de Grupos de Cidadãos (901 em 2009), dos quais 92 a Câmaras (54 há 4 anos), 87 a Assembleias Municipais ( 49 há 4 anos) e 1014 a Assembleias de Freguesia ( 798 em 2009).

Vão a votos 308 municípios e 3091 Freguesias, tendo a reorganização administrativa originado 76 municípios sem alterações, 219 com agregação de freguesias e 3 com agregação de freguesias e alteração nos limites territoriais.

Como sempre, em Portugal não foram tidos em conta os desenlaces e problemas do futuro imediato, pensando-se que os Municípios são “Ilhas Independentes” desligadas do restante poder, também de influência o que não corresponde à verdade.

Assim, 29 de Setembro e os tempos futuros são uma incógnita que pode ser grave e isolar ainda mais as populações, matéria que os Partidos devem refletir estando mais atentos à sociedade e à criação de oportunidades.

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a EDITORIAL – “Portugalândia”, sem paralelo na Europa

  1. Joaquim Vitorino diz:

    O que se passa no poder Central, é um pouco o que se vive no autárquico; onde o contágio é mais que evidente. São os interesses pessoais instalados, que nada tem a haver, com os do país real que somos todos nós. Os portugueses estão desmotivados da política, e o resultado será a ausência às urnas no dia 29; porque os Autarcas não conseguem dissociar-se do poder Central, para marcar a diferença.

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