A terra, à beira do colapso, por Joaquim Vitorino

Cidades do futuro!!!

O crescimento da população terrestre, e a explosão demográfica e industrial, que nos últimos anos tem arrastado a Terra, para o perigo quase irreversível, da contaminação tóxica do ar que respiramos, da água que bebemos, e dos solos que nos alimentam, está a arrastar o planeta para uma catástrofe de dimensões de difícil previsão, sendo o primeiro alerta já dado pelo declínio dos Oceanos em que algumas das espécies se estão a extinguir sem dar-mos conta, mas que são aos milhares anualmente.

Outras vão-se afastando das orlas marítimas, cada vez para mais longe, para se protegerem da poluição costeira.

Quase 90% da população mundial vive, à beira dos Mares e Oceanos, ou dos grandes rios, onde tudo é despejado, como se de lixeiras se tratasse. Quanto maiores são os aglomerados populacionais, maior será a poluição periférica, forçando os pescadores a uma deslocação cada vez mais distante, para alimentarem os formigueiros humanos, que habitam e poluem as grandes cidades costeiras.

Este drama terá consequências dramáticas, quando para além dos Mares e oceanos, forem severamente afetadas, as zonas agrícolas periféricas das grandes cidades,  que vão ficando saturadas pela poluição dos solos e da atmosfera, forçando à deslocação de Cidades, algumas delas terão em breve, duas vezes a população de Portugal. Como exemplo, só em duas Cidades como São Paulo e cidade do México, dentro de 25 anos, terão mais população juntas que toda a Espanha.

Quanto ao ar que respiramos, estamos a chegar ao limite concebível; a situação está a agravar-se quase radicalmente, sem que nos apercebamos; efetivamente o que nos permite respirar oxigénio e usufruir de uma temperatura moderada está a chegar ao fim; o processo já entrou, em rápida aceleração. Recentemente quando viajava a 11.000 pés (3350 metros) de altura, um pouco acima do normal, por motivo de turbulência que é habitual, na proximidade do golfo da Biscaia; no placar indicava que a temperatura no exterior do avião era de 65 graus negativos; quando da partida, no solo registava 25; já na descida e a 3.000, menos de 1km, a temperatura ainda estava perto dos 30 graus negativos; 1000 metros é o espaço que temos para respirar, não o podemos contaminar.

É uma fina película que nos separa, entre a crosta terrestre, e uma zona respirável muito limitada; um pouco mais acima, as temperaturas atingem mais de 50 graus negativos, e não existe oxigénio para respirar; e os buracos na camada superior do ozono são cada vez maiores, estando na origem do aquecimento global, colocando em perigo iminente, toda a estabilidade do nosso habitat.

Lamento traçar este quadro negro; mas não tenham dúvidas; se nada for urgentemente feito, na defesa do ambiente, num futuro que não está muito distante, não haverá alguém para poder, comentar o que acabo de escrever.

Os humanos quebraram a benesse de clemência ambiental, com que a “Natureza” os contemplou. Se não se inverterem o fluxo de populações que se concentram nas orlas marítimas, e nas margens dos grandes rios, a situação irá agravar-se rapidamente, colocando o planeta numa situação de insolvência alimentar, que será acompanhada de conflitos locais e globais.

Os humanos para sustentar o avanço tecnológico, onde é de realçar a corrida ao armamento, desventraram o Planeta para dele extrair minérios e petróleo, deixando grandes cavidades no subsolo; em alguns locais o enfraquecimento da crosta, pode levar ao seu abatimento; provocando sismos que se forem subaquáticos, podem dar origem a tsunami.

Xangai

O perigo de não retrocesso é mais que evidente, o que para os humanos, pode parecer um processo lento, para a natureza já vai bastante avançado. A deterioração das lixeiras oceânicas, é superior em tempo a uma civilização, as montanhas de plásticos nos mares e oceanos, estão a crescer a um ritmo assustador; tudo em consequência do que se extrai do subsolo, para alimentar o crescimento da população mundial, com grande incidência nos países emergentes; nesta fase de crescimento económico, esses países nem querem ouvir falar nos acordos de Quioto, e nada pode alterar o novo estatuto que têm; eles são os novos colossos da produção Mundial. Exigir a pequenos países como Portugal, algumas medidas em defesa do ambiente, é de ter conta apenas como um exemplo; porque não terão mais que um grama de peso, de um elefante com duas toneladas.

* Joaquim Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros, Representante do Jornal no Concelho do Cadaval

Astrónomo Amador

PS: Aos grandes ecologistas e ambientalistas, que dedicam ou dedicaram as suas vidas, à defesa do ambiente; cujo objetivo é salvar a humanidade, e todos os outros animais e espécies, que connosco coabitam.

 

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