Enigma da consciência, por Joaquim Vitorino

ENIGMA DA CONSCIÊNCIA

A consciência

Um dos maiores enigmas associados ao comportamento do homem é a consciência; ela é o “ disco rígido” da mente humana, e também a única responsável por cada uma das nossas decisões e atitudes; julga e absolve cada um dos nossos atos, mesmo aqueles que para nós não tem qualquer significado ou relevância; nada lhe passa ao lado, ela tem poder absoluto sobre nós.

A consciência não se deixa levar por tudo o que à partida parece ser mais fácil, e alerta sempre quando das nossas decisões; portanto os nossos atos não significam, ser ignorância involuntária.

A evolução que não exclui um programa pré defenido, de QUEM nos colocou no topo da inteligência animal, proválvelmente não quis interferir na utilização que o homem iria dar, a esta arma ao seu dispor que é a consciência; este seria o teste final para que o ser humano um dia, atingisse o nível máximo da perfeição.

Neste contexto filosófico, cada um de nós não deve, exercer a consciência, sem reflexão e análise, para não atingirmos deliberadamente aqueles, que se encontram no caminho das nossas decisões, e que numa esmagadora percentagem, são à revelia da avaliação prévia, que a nossa consciência nos dita, sem que nós nos apercebamos.

Este é o grande paradigma dos humanos; o centro de todas as conflitualidades e contradições. O homem porque inteligente, é de grande perigorosidade; mas foi dotado da consciência, presisamente para contrapor este fator negativo que herdou das cavernas; mas não lhe tem sido muito útil.

Os sentimentos que nos diferem dos outros animais, como o amor, a compaixão, e a solidariedade, não se afirmam muito diferentes, porque estes também criam e protegem os seus filhos, lutam por eles; enquanto os humanos, além da arrogância e falta de humildade, sentem inveja e ódio pelo seu semelhante, matam por prazer e indiciam um feroz sentido de vingança.

Muitos de nós dizemos ter agido, de acordo com o que nos ditou a nossa consciência, não é rigorosamente verdade; ela dá-nos sempre um pré-aviso, um alerta que nos confronta com o bem e o mal, e o risco das nossas decisões; mas nós decidimos quase sempre, de acordo com a nossa conveniência. Não nos podemos arrogar que a inteligência é exclusiva dos humanos; muitos dos animais que connosco partilham o planeta terra, também a têm; tratam os da sua especie e também os humanos muito melhor do que nós.

A consciência é o pilar da mente, que filtra constantemente os nossos pensamentos, rentabiliza as nossa boas atitudes e feitos, reprova inexoralvelmente tudo  que é condenável; a imoralidade e o arbítrio, e o benefício que frequentemente tiramos em detrimento de outros. Sempre em vigilância constante, é ela que apresentará provávelmente, a pesada conta, no final das nossas vidas.

Os humanos foram presenteados com esta benece, que nos distingue dos outros animais, a consciência; nem no campo filosofal, alguém no concreto tem, uma explicação aceitável; eu acredito que a nossa consciência, representa o equilíbrio da nossa vivência física, é através dela que tudo será contabilizado, o bem e o mal por nós praticado, ao longo das nossas vidas.

O avanço da ciência no século vinte, deixou a descoberto algumas fragilidades no pensamento e análise, a nível do cerebro humano; as descobertas no campo da física e biologia, não chegaram à questão que todos colocamos, em especial os crentes; que é onde se enquadra a espiritualidade humana, que consequentemente o poderá levar a este paradigma; que é onde esta acaba, e começa o estado de ALMA.

Este pensamento, entra no domínio de uma ciência recente, a parapsicologia. Alguns visionários, apelam a sociedades justas e equalitárias; isso não irá acontecer nos próximos milénios; um exemplo aqui no velho continente a Europa; foi criada uma união tendo como objetivo principal, a fraternidade e solidariedade que nunca existiu.

Em resumo, o mal desiquilibrou o prato da balança em seu favor, o homem teve a sua oportunidade, para arrumar a sua consciência; o tempo está a apróximar-se perigosamente do fim, a que muitos associam o Juízo Final, e que será o próprio homem, a acionar o detonador.

* Joaquim Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros 

Vermelha – Cadaval

Joaquim Vitorino

 

 

 

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