Quo Vadis Síria? (Para onde vais)

Meios americanos prontos

QUO VADIS SÍRIA? (PARA ONDE VAIS)

(Quo Vadis) para onde vais Síria, são palavras Biblicas que definem esta terra milenar, onde várias civilizações se desenvolveram e pereceram. Todos os cristãos sabem o que significa este belo país, que serviu de refúgio a Jesus e Maria há 2000 anos; aliás não muito longe de Damasco, nas escarpadas da Jebel Ash-Sheikh 2814 metros, conhecida da bíblia como o Monte Hermon, e onde nasce o maior rio sírio o Barada, ainda se fala o aramaico, a língua de Jesus Cristo.

Este país que sempre viveu no meio de hostilidades, tem precisamente o dobro do território português 185.000 km quadrados; e a sua população também duplica a nossa 21.000.000.

Damasco é das cidades mais antigas que se conhecem, porque ao longo de vários milénios, nunca deixou de ser habitada, não obstante ter vivido sempre sobe ameaças de vizinhos poderosos e beligerantes; não fazendo sentido, que numa civilização como a que vivemos, seja necessária uma força desproporcional, para apear um único homem; que se mantem no poder, porque duas potências emergentes Rússia e China, têm na zona interesses estratégicos; como seja o petróleo em troca de armamento, abusando do direito ao veto, para bloquear qualquer solução pacífica, que ponha termo à carnificina de inocentes.

É esta a grande diferença, entre as democracias ocidentais, cuja solidez assenta nos direitos humanos. Esses países que referi, podem ter os cofres cheios de dinheiro, mas serão sempre pobres.

Vivemos duas civilizações paralelas. Espero que as forças ocidentais, limitem a ação aérea a golpes cirúrgicos, para que seja poupada a população, que já é vítima do regime sírio há mais de 40 anos. Enquanto os povos ocidentais empobrecem, em particular o sul da Europa; os russos e chineses, espalham dinheiro por todo o lado; Chipre deu para o torto, porque perderam parte dele; mas continuam a aliciar com dinheiro os países pobres, que vendem a preço de saldo, o património dessas Nações acumulado durante séculos.

A Síria não pode ser o bode expiatório desta realidade. Uma aventura mal calculada, pode resvalar para um conflito de longa duração, onde milhões de pessoas vivem em pobreza extrema, e onde é fácil trocar pão, por uma arma na outra mão.

Sem contar com a Turquia que faz parte da Nato, existem 6 exércitos poderosos naquela zona, de onde vem quase 70% do petróleo, que abastece o ocidente; Egito, Irão, Síria, Arábia Saudita e Iraque; são estes os países rastilho.

Se Israel entrar no conflito, então vai ser a doer, porque terá que enfrentar todos os outros, e a NATO terá que entrar no conflito. Aquela zona é das mais militarizadas do planeta, a par com a península coreana. O Ocidente não pode suportar em cima duma crise económica, de que nem sequer começou a sair, um conflito militar de consequências imprevisíveis, com a agravante de ser precisamente, a fonte de abastecimento de energia, para poder sair dela.

Todos sabemos, que o problema na região é a produção e abastecimento de petróleo a países como a China e o ocidente. O problema mais grave, é a possível manipulação religiosa do conflito – e a pobreza é uma porta aberta para o recrutamento – a que se junta a propaganda, de que ser Cristão, significa ser inimigo do Irão.

É que as guerras, são muito mais fáceis de vencer, do que as mentalidades. A Síria que foi berço de algumas civilizações, é considerada para muitos Cristãos uma Terra Sagrada. seria bom não mexer muito nela. O maior rio da zona, é o

Rio Eufrates

EUFRATES com 2780km. Nasce na Turquia no Lago Van, que é alimentado pelos rios Kara e Murat e corta a Síria em duas, antes de entrar no Iraque para se juntar ao rio Tigre.

Foi entre estes dois grandes rios, que floresceu a Civilização Mesopotâmia; ambos vão dar lugar ao rio Shatt Al-Arab que desagua no Golfo Pérsico. O Eufrates foi várias vezes manchado de sangue.

Seria bom que o Ocidente tudo fizesse, para o manter limpo.

. Joaquim Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros

Vermelha – Cadaval

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Crise Síria acrescenta incerteza no mundo

As máquinas militares americana, francesa e inglesa estão prontas e juntam-se ao estado de prontidão de Israel, contando com apoios turcos, egípcios e outros.

É essencial afastar Bashar-El-Assad sem empenhar meios humanos no conflito prestes a iniciar-se.

A moeda de troca para manter a Rússia fora da intervenção será limitar os bombardeamentos e não empenhar meios humanos no terreno.

As consequências serão em qualquer caso desastrosas para uma europa que deve defender os direitos humanos de forma inabalável.

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