Rota do Contrabando recriada em Idanha-a-Nova

Salvaterra do Extremo

Rota do Contrabanco

210 PESSOAS RECRIAM ROTA DO CONTRABANDO

 

Um grupo de 210 pessoas reviveu os tempos do contrabando, na noite do passado dia 10, participando num percurso pedestre que recriou uma atividade histórica das terras da Raia.

Os participantes partiram da localidade espanhola de Zarza la Mayor, na província de Cáceres, e percorreram 6,5 km até Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova, onde os aguardava uma ceia.

Com o apoio de um antigo contrabandista, foram percorridos trilhos onde, na calada da noite, muitos arriscavam a vida, ao abraçar uma atividade que, embora ilegal, representava uma fonte de rendimento importante para as populações de ambos os lados da fronteira.

O percurso envolveu uma simulação do lado mais exigente do contrabando, quando as chuvas do inverno enchiam as águas do Rio Erges, que servia de fronteira entre Portugal e Espanha, e os contrabandistas eram obrigados a encontrar uma alternativa para a travessia dos produtos.  A alternativa consistia em utilizar um sistema de cordas que ligava as margens do rio, permitindo transferir as cargas.

Um dos pontos de interesse foi, aliás, a passagem pelo geomonumento Canhão Fluvial do Rio Erges, que se distingue pela sua espetacularidade, mas os participantes passaram ainda por Fonte das Escovas, Prado de Peñafiel, Moinho do Seco, Bacelo, Cemitério Velho (de origem judaica) e Rua da Corredoura, antes de chegarem ao recinto das festas de Salvaterra do Extremo.

As histórias de contrabando de subsistência são abundantes no concelho de Idanha-a-Nova e na província  de Cáceres, desde que existe fronteira nesta zona. De Portugal os espanhóis levavam sobretudo café, enquanto os produtos mais procurados pelos portugueses eram os remédios, rebuçados e chocolates vindos de Espanha.

O evento foi organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e o Ayuntamiento de  Zarza la Mayor, com apoio de residentes locais.

 

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