EDITORIAL: Momento crucial para Portugal – Não vai haver acordo

EDITORIAL

Um acordo que tinha de falhar?

Os negociadores, emparedados por dificuldades marginais, questões de princípio, influencias inusitadas, cederam o possível, mas insuficiente para chegar a acordo.

O PS, com António José Seguro a jogar em vários tabuleiros, pressionado indevidamente por exemplo por Mário Soares que continua a intervir intensamente no PS e a negar agora o que ele próprio praticou (recordamos que governou com o CDS e com o PSD), não permitiu agora que Seguro faça o seu próprio caminho.

O CDS e o PSD procuram a não descredibilização total, compreensível e, aproveitaram a “passadeira vermelha” estendida pela extensão parlamentar do PCP designada de ” Verdes” e considera ter tido uma moção de confiança – na prática teve mesmo – e, desta forma enquistada, passou uma semana, o Presidente foi e veio às Ilhas Selvagens e Portugal esteve parado, necessitando agora de uma solução que parece caminhar para Eleições antecipadas.

No meio de tudo isto, uma semana de tensão, nervosismo crescente, como fica Portugal?

Portugal fica como estava já, mas um pouco pior, mais próximo da falência definitiva, do 2º resgate, da miséria crescente, do desânimo, do desemprego galopante que continua e continuará a crescer durante o próximo ano.

Necessitamos de refundar a Democracia, assente em novos protagonistas, pois, estes esgotaram. A Assembleia da República é hoje uma “coisa patética” , ociosa, uma perda de tempo absoluta com tanta gente que nada faz e sem preparação globalmente falando, incluindo Partidos inexistentes ..mas com representação parlamentar…só em Portugal.

Iremos a tempo?

Talvez.

Director

* Desenvolvimentos

. PS anunciou o fim das negociações;

. Seguro falou ao país;

. PSD e CDS falam no sábado;

. Presidente da República fala também mas no Domingo às 20H30 e vai anunciar o que já devia ter anunciado antes evitando tanta perda de tempo: Aceita o governo remodelado e, certamente deixa cair a ideia peregrina de marcar Eleições para meio de 2014.

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a EDITORIAL: Momento crucial para Portugal – Não vai haver acordo

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Meu Caro Diretor e Amigo; o Sr. é um português preocupado com eu e tantos outros, com este país que é de todos nós; é lamentável que alguns históricos fundadores do Partido Socialista, como o Dr. Mário Soares e Alfredo Barroso, estejam a colocar toda a pressão num só homem, o Dr. António José Seguro; no contexto atual em que Portugal se encontra, a posição destes Srs, para além de imoral, é falta de patriotismo, não obstante o contributo que deram em tempos para a recuperação da democracia, de que tiraram um bom proveito dela; ao contrário da esmagadora maioria da população portuguesa, que se encontra numa situação dramática. O tempo vai saber julgar implacavelmente quem são os verdadeiros portugueses. Ao Dr. António Seguro, desejo-lhe coragem e força, para seguir coerentemente a sua consciência, e que não se deixe contaminar, por medos e obscurantismos lançados por aqueles, que já têm um bom quinhão salvaguardado em património, que a “democracia” lhes proporcionou.

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