EDITORIAL: “Governo de Salvação Nacional, urgente”

Cavaco Silva

Em actualização

Partidos aceitam desafio do Presidente e vão negociar uma solução.

. PSD ignora Eleições;

. PS indisponível para integrar governo;

. Ramalho Eanes pode ser a figura que vai medear as negociações.

……….

EDITORIAL

Cavaco Surpreende

A solução que se apresenta, difícil, sem dúvida, vem extremamente atrasada.

A não concretização da mesma, complicada face aos aparelhos partidários existentes, levará o Presidente para outras soluções e, em nossa opinião, para um Governo de Salvação Nacional em sentido absoluto.

Está claro que Portugal está incapacitado de readquirir a independência e sair deste 1º resgate sem medidas extremas, encarando já o 2º resgate quase como inevitável.

Cavaco Silva esteve lúcido ao mostrar um cartão vermelho a uma solução sem sentido, malabarista, visando apenas os Partidos que a apresentavam.

Trata-se de salvar Portugal.

Portugal terá até de junho de pagar 14 mil milhões de dívidas, em 2015, 15 mil milhões e em 2016 cerca de 13 mil milhões e assim sucessivamente. É clara a impossibilidade de tal acontecer sem ajudas e, a primeira de todas, ter um governo credível.

Não acreditamos que estes Partidos, com estas lideranças tenham a solução.

Mas há soluções e o Presidente nao deixou de acenar soluções.

Vamos agora assistir a um cortejo de dificuldades, todos a ganhar tempo, tempo roubado ao futuro de Portugal.

Portugal tem Homens com capacidade, com provas dadas, não avançamos nomes, mas eles existem e de formações diversas, quase todos muito distantes já dos seus partidos de origem. Restam ainda outras possibilidades e lembro-me do Professor Doutor Adriano Moreira, por exemplo.

O que se pede agora é um Presidente finalmente interventivo e que não deixe o tempo passar.

Fale com os partidos e, perante as dificuldades que vão exibir, avance para um Governo de Salvação Nacional capacitado para salvar o país e a Democracia.

Director

Notas adicionais:

Comissão Permanente do PSD reúne hoje à tarde. Vejam os nomes, que esperar?

Secretário-geral, José Matos Rosa, e os vice-presidentes Jorge Moreira da Silva, Marco António Costa, Manuel Rodrigues, Nilza Sena, Teresa Leal Coelho e Pedro Pinto.

PS reúne Secretariado Nacional.

Cavaco recebe o primeiro-Ministro na audiência semanal.

Paulo Portas faltou ao Conselho de Ministros.

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a EDITORIAL: “Governo de Salvação Nacional, urgente”

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Sempre disse que Portugal deve assumir os seus compromissos; e que as dívidas terão que ser pagas, por uma questão de credibilidade, sem a qual o país não poderá regressar aos mercados; mas existe um senão; Portugal não pode, nem poderá nos próximos 50 anos, ver-se livre deste colosso vergonhoso que irá passar de geração em geração. Todas as opções que se possam colocar, infelizmente não existe nenhuma que não passe pelo perdão de uma grande parte da dívida; se assim não for, os portugueses vão ter que enfrentar enormes dificuldades, milhares de crianças e adultos não vão sobreviver; neste momento o otimismo não será bom conselheiro, porque nos levará a contrair mais dívidas, e assim sucessivamente. Portugal está arrumado, por muitos e muitos anos; seria bom que os “irresponsáveis” dissessem a verdade ao país.

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