Francisco Goulão apresenta dia 7 o livro ” Oleiros e a sua Santa Casa”

Fesra da Família em OleirosOleiros e a sua Santa Casa

Francisco Goulão vai apresentar em Oleiros o livro ” Oleiros e a sua Santa Casa da Misericórdia” já em 7 de julho.

A não perder.
A nossa edição em papel dará o devido destaque ao acontecimento.

INTRODUÇÃO À OBRA

O Revº Pr. José António Afonso, ilustre e dedicado oleirense, tomou a iniciativa de me solicitar  este trabalho de investigação sobre História Local. Aceitei de bom grado o honroso convite, que me permitiu elaborar mais uma monografia sobre a grande obra social levada a efeito por uma Confraria da Misericórdia.

         A vida económica e social do nosso País está atravessando, de momento, uma crise em grande parte consequência de engenharias financeiras jnternas ou oriundas do exterior, alimentadas por fugas ao fisco e crimes de corrupção e roubo, com prejuízo de quem mais carências sente.

As dificuldades económicas presentes, agravadas pela crise financeira europeia generalizada com o encerramento de milhares de empresas e o desemprego consequente, são motivos alarmantes para se temer a miséria e a fome que se está abatendo sobre o povo no limiar da pobreza, calculada em cerca de 30 por cento da população do País.

Em face das dificuldades criadas podemos deduzir que a resposta ao problema, não sendo viável ou possível pelo lado oficial do Estado, terá que advir de organizações não governamentais.

Desde há séculos as Misericórdias têm procurado dar as respostas possíveis.

E aqui podemos interrogar-nos sobre o conceito divulgado de Misericórdia.

A resposta poderá assim sintetizar-se:

“ É uma irmandade (associação ou agregação) de leigos, animados pela mesma fé e unidos pelos mesmos  objectivos s de testemunharem em colegialidade uma caridade fraternalista, constituindo uma presença e uma força de esperança junto de todos os que precisam”[1]

Se nos basearmos na etimologia e composição da palavra MISERICÓRDIA = miseris + cor + dare =, que significam “dar o coração aos miseráveis” , obtemos uma explicação muito plausível para traduzir a mística e o alcance da obra social desenvolvida em Portugal há séculos (1498, a data da fundação da Misericórdia de Lisboa).

Miseráveis, o termo utilizado nada tem de pejorativo e refere-se aos que estão carenciados, necessitados de amparo e de apoio material e espiritual.

Daqui resultou o vasto programa concebido no COMPROMISSO da primeira Misericórdia, que, partindo da enumeração das catorze obras de misericórdia do catecismo, foi aperfeiçoando e adaptando o programa aos tempos que corriam, bem como aos lugares onde se foi desenvolvendo, em função dos meios disponíveis.

A vastidão de obrigações e cuidados a dedicar aos inúmeros necessitados exigiu a ordenação de tarefas e de actores e colaboradores disponíveis para cumprimento das tarefas indispensáveis ao seu bom funcionamento.

Assim, do conceito antigo de “união de operadores” do mesmo ofício em corporações ou irmandades, se partiu para o agrupamento de todos os associados, a que foram dadas diversas designações: corporação, associação, irmandade, confraria, são os mais usuais.

Em Oleiros foi também fundada uma Misericórdia ainda no século XVI, em data que não foi possível confirmar, mas com certeza antes de 1578/9.

E sempre tem funcionado, com maior ou menor intensidade, de acordo com as disponibilidades financeiras e humanas.

É justamente para divulgar e não ser esquecida esta Misericórdia, que se publica o presente trabalho de história local, que espero seja do agrado do leitor.

Ninguém é autosuficiente, a ponto de, sozinho,  levar a cabo um trabalho desta natureza e extensão.

Tive absoluta necessidade de recorrer a fontes históricas que estão devidamente identificadas em notas de rodapé.

Mas também recorri a fontes orais ou escritas para clarificação da temática, em casos de dúvida.

Assim, quero deixar expressa a minha gratidão a quantos, por diversas formas, contribuíram para a presente publicação :

Alberto Ladeira – Fotodisco – Castelo Branco

Pr. José António Afonso, Ladoeiro

Provedoria da Sª Casa da Misericórdia de Oleiros

Firma Oliveira e Filhos- Restauros, Alverca

Direcção Regional de Cultura do Centro – Castelo Branco

Dr. Paulo Tremoceiro – Torre do Tombo, Lisboa

Firma Quadrifólio Lª -Restauros, Paço de Arcos

Direcção do Arquivo Distrital de Castelo Branco

Dr. João Leopoldo, Castelo Branco

José Luis – Oleiros

                    Ao que foi Bispo de Angra, D. João Amaral e Pimentel que legou à posteridade a obra MEMÓRIAS DA VILLA DE OLEIROS E DO SEU CONCELHO, que serviu de fonte histórica de grande valor;

A quantos oleirenses ajudaram a conservar esta obra social de muito mérito, incluindo todas as Mesas Administrativas que serviram desinteressadamente a Instituição;

Ao Povo de Oleiros e de seu Concelho.

[1]   – Síntese de  do artigo UMA TAREFA GRATIFICANTE publicado em O PRIMEIRO DE JANEIRO edição DE 1 DE ABRIL DE 2006 (dossier).

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