O Eco do silêncio, Por António Graça

O ECO DO SILÊNCIO

O autor ignora o Novo Acordo (?) Ortográfico

THE BEAST IS BACK

Ou seja, em inglês técnico, O BICHO VOLTOU.

Tal como a hiena que regressa ao cadáver do qual se alimenta, o bicho voltou.

Igual a si mesmo; petulante, arrogante, manipulador, ressabiado, armado em vítima de um país que não reconheceu nele o salvador, o Messias, que lhe iria proporcionar o abundante maná e a felicidade eterna, empurrando-o para um exílio de luxo

A algumas questões e, para, como costuma dizer-se, sacudir a água do capote, respondeu com mentiras, suportadas por números falsos e dados errados, transformando aquele espaço de antena num vulgar número de ilusionismo circense e num muro das lamentações do passado

Num espaço da televisão pública, os seus interlocutores, por falta de preparação, ou por limitações impostas pelo entrevistado, deixaram por fazer inúmeras perguntas para as quais os portugueses gostariam de ter respostas.

O bicho mostrou, uma vez mais que é esperto, mas não é inteligente, se o fosse, teria, em vez de procurar apagar o passado, tirado partido dos disparates que, no presente, são cometidos por outro bicho, agora um abutre com pele de coelho.

Quem não conhecesse o bicho, ficaria, após esta operação montada com o acordo da sua alma gémea o doutor ministro da televisão Relvas, dizia eu, ficaria até com a ideia que ele nunca foi responsável por nada, teria sido, talvez, um sósia ou um irmão gémeo.

OU…

Quem, como eu, gosta de resolver problemas de palavras cruzadas sabe que, invariavelmente, a solução para alternativa é a conjunção coordenativa “ou”.

Na situação em que o país se encontra é, cada vez mais, necessário encontrar o “ou” para Portugal.

Ao fim de uns incompreensíveis quatro meses, os senhores juízes do Tribunal Constitucional, parece irem pronunciar-se sobre os pedidos de fiscalização do Orçamento de Estado 2013. Se, apesar das ilegítimas pressões feitas pelo 1º ministro sobre este órgão de soberania cuja responsabilidade é assegurar o cumprimento da Constituição e não a ratificação do Orçamento de Estado, o TC se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de medidas contidas no referido Orçamento, Passos Coelho deverá assumir, finalmente, que não tem condições para continuar a governar, prosseguindo a sua política de empobrecimento do país, e então:

OU o 1º ministro procede a uma reestruturação do governo, afastando a excessiva preponderância do Ministro das Finanças, cuja credibilidade tem sido substancialmente afectada, dando lugar a uma equipa governamental vocacionada para o crescimento económico,

OU, o Presidente da República acorda do seu estado de meditação meticulosa, e, toma a iniciativa de formar um governo a que chamaríamos de revitalização nacional, a designação de salvação nacional arrasta desde logo algum negativismo, governo esse orientado programaticamente por algumas das recentes afirmações públicas do presidente, constituído por pessoas, independentes de linhas políticas e de reconhecidas honestidade e competência,

OU, o país parte para eleições antecipadas, com todos os custos que tal situação acarreta, nomeadamente o de essas eleições não trazerem nada de positivo para o país, na medida em que, o actual líder do maior partido da oposição não tem qualquer projecto para Portugal, apenas o move um projecto de ambição de poder pessoal e dos que o rodeiam

Enfim, a vingar esta hipótese continuaremos entregues aos bichos.

Até breve.

* António Graça, Colunista Especializado do Jornal de Oleiros, profundamente ligado à região, é Engenheiro e Membro do Núcleo de Fundadores do Jornal.

António Graça

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