José Sócrates “paraliza” o país

Sócrates na RTP 1

O regresso de José Sócrates, só em si um facto notável, mobilizou todos – os que gostam e os que não gostam – viram um político bem preparado, conhecedor, dominador das matérias – que teve na dupla entrevistadora um fraco parceiro, nomeadamente Vitor Gonçalves, visívelmente nervoso, inconsistente e a usar truques de baixa política empurrando o entrevistado para matérias que poderiam ter sido evitadas.

O ajuste de contas com o ainda Presidente da República foi notável e demolidor e, na generalidade, certo e apropriado. De facto, Sócrates tem razão nos dois pontos apontados ao Presidente.
Esclareceu as PPP, das 22 existentes nas estradas tão faladas, só 8 são de sua autoria…era um esclarecimento importante e recentrador do drama actual.
A oposição à vinda da tróika para Portugal ficou mais uma vez clara e, até a existência de alternativas ao chumbo do PEC IV, uma das páginas mais negras da Democracia portuguesa (união de PCP, CDS, PSD, BE) para derrubar o governo era inesperada e conduziu o país ao desastre.
Recordamos aliás a forma como Merkel reagiu ao derrube do governo, exprimindo-se da forma calorosa como recebeu Sócrates em Bona já depois de pedir a demissão e, depois, a forma fria como recebeu o sucessor deste. Portugal precisava de apoio, mas não este. Os casos de Espanha e Itália eram o modelo para manter a independência.
A memória dos povos, a desinformação reinante serão posteriormente aclarados pela história.
Nada mais a partir de ontem será igual.
A oposição é agora polarizada por um experiente político, com projecto, ainda bastante jovem e, as crises estão aí pela frente, admitindo-se já um 2º resgate e, evidentemente, a queda deste governo sem sentido e sem norte, chefiado por um primeiro-ministro impreparado.
As próximas semanas não serão fáceis, serão mesmo muito preocupantes.
Director

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