Ao sabor do pensamento, por Lino Mendes

Crónicas

Ao sabor do pensamento (1)

Em meu entendimento, o resultado de uma política global(nacional) tem a ver com o funcionamento  do Poder Local, que por sua vez e de outro modo não poderia ser, pela maneira como é entendido o municipalismo.

Tenho as minhas ideias, mas sei que “não são entendidas” talvez, é certo, por uma minoria mas que de qualquer modo se situam e talvez por isso mesmo,no que poderemos chamar ”arco do poder autárquico”.O que se agrava pelo facto de muitos, não todos claro, quando se encontram no poder ,mais do que “governar” pretendem “controlar”.

Pois bem, o que é MUNICIPALISMO?

 Nem me preocupo em ir ver como o mesmo foi entendido no decorrer dos tempos, pois é preciso consciência de que, como há dias li mas eu já interiorizara,” tudo o que aprendemos tem que ser questionado”. Claro que o “pensamento” de gente célebre não pode ser ignorado, que mais não  seja para ponto de referência .E tudo deve  ser entendido à luz do tempo e do espaço.

O MUNICÍPIO é –assim o entendo–determinado espaço geográfico na generalidade construído por diversos aglomerados(hoje, designados por “freguesias”), e  que é o elo de ligação com o poder central,daí a necessidade de um “ponto sede “,que se deve situar na freguesia com mais condições para o efeito e bom seria que num sítio central”. Quanto mais próximo  o poder estiver das populações, melhor servidas estas estarão.

Mas não é certo que assim sempre aconteça, daí tantas freguesias com as aspirações de serem sedes de concelho—pois sabem que só assim poderão aspirar a benefícios(que não privilégios)a que terão direito.

É natural ,e de outro modo não se poderá pensar ,que os serviços públicos devem estar centrados nas sedes, mas extensivos às restantes freguesias, em especial  os de Educação e Saúde, freguesias onde ainda devem ser desenvolvidas as potencialidades que existam. É de facto  preciso haver coerência de ambos lados, e recordo aqui ,quando lutava por uma Escola até ao 2º ciclo para Montargil—fui um dos que o fizeram embora alguns o tenham esquecido—pugnava também pelo Ensino Superior, mas para Ponte de Sôr.

Mas o cerne da questão ,é bem outro, é que quem tudo decide  está sempre  numa situação” de bem na vida” não sentindo na pele a realidade das coisas. Aliás, nós temos republicanos que vivem como monárquicos.

E, claro ,não podemos passar ao lado da “reforma administrativa”que como todas as reformas de que se fala estão nas mãos de tecnocratas ,que só vêem números. Para eles ,se a distância das urgências de ano para ano fôr matando menos gente ,tudo bem, pois é uma melhoria, a não ser claro—e não o desejo-que entre os que morrem  figure  alguém  seu.

E hoje ficamos por aqui.

Lino Mendes

* Nota do Director: Saudamos o “regresso” do Amigo Lino Mendes. Bem vindo, bem haja

Lino Mendes

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Autarquias. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *