Castelo Branco, cidade há 242 anos

Castelo Branco comemora hoje 242 anos como cidade

Joaquim Morão

Castelo Branco comemora hoje os duzentos e quarenta e dois anos da sua elevação a cidade. Não sou albicastrense de nascimento, mas sou seguramente um albicastrense de coração. Dezanove anos de vivência em Castelo Branco, permitiram-me criar raízes, construir amizades e porventura a mais importante, porquanto a essencial na decisão de sair de Lisboa e vir viver para Castelo Branco, ver a minha filha crescer e tornar-se mulher, em ambiente seguro e harmonioso.

Castelo Branco

A cidade que adotei e que creio também já me adotou, era à data muito diferente!

Até há duas dezenas de anos atrás, Castelo Branco era uma cidade cinzenta, triste, sem infraestruturas dignas de uma capital de distrito. Castelo Branco era uma cidade em vias de desertificação acelerada, era uma cidade socialmente fechada sobre si, onde tudo o que vinha de fora era visto com desconfiança, apagada culturalmente, sem imaginação, enfim estava uma cidade velha, percorrendo um caminho contrário á corrente que em 1771 fizeram dela cidade. Era uma cidade do Interior sem qualquer perspetiva de futuro, descolando pela negativa da nova realidade em que se tornara o restante País e outras cidades de dimensão similar.

Museu Cargaleiro

A transformação da cidade de Castelo Branco ao longo da última década e meia sob a governação Presidente Joaquim Morão e do Partido Socialista é evidente, embora muitas vezes mais apreciada e reconhecida do exterior do que por alguns daqueles que cá vivem, porventura saudosos dos velhos do Restelo.

Mas se desenvolvermos um exercício de relembrar o que foi no passado e o que é hoje a cidade, rapidamente chegamos à conclusão que a cidade e todo o concelho de Castelo Branco estão a atravessar um momento único na sua já longa história.

Quem pode esquecer realizações que devolveram uma nova imagem á cidade. A requalificação do Cine -Teatro, hoje uma sala moderna e de reconhecida qualidade e que tem tido na sua programação momentos bem altos a nível cultural, com uma agenda diversificada de forma a abranger um leque tão amplo quanto possível de gostos e sensibilidades culturais.

A requalificação profunda e completa da Avenida Humberto Delgado, que permitiram transformá-la numa zona de grande atividade comercial e uma das mais concorridas de Castelo Branco.

As circulares rodoviárias à cidade, obras essenciais que permitiram desenvolver uma estratégia de planeamento rodoviário urbano, de forma a disciplinar o trânsito no centro da cidade, criar condições para uma eficiente circulação rodoviária de viaturas ligeiras e pesadas sem perturbar o normal funcionamento da vida daqueles que fazem no centro da cidade a sua vida quotidiana.

Na mesma perspetiva da eficiência de disciplina rodoviária, é bom lembrar os inúmeros parques de estacionamento construídos ou em fase final de construção quer á superfície, quer subterrâneos que contribuíram para que a cidade esteja mais liberta de estacionamento automóvel desorganizado e caótico, o que a torna mais agradável visualmente.

E por falar em lugares mais bonitos, lembraria a requalificação do Parque da Cidade que tanto deu que falar mas que hoje em dia quase todos reconhecem que continua a ser um cartão-de-visita da urbe albicastrense com a dignidade que sempre teve, não obstante as transformações que sofreu, que lhe deram acima de tudo uma imagem mais moderna, condizente aliás, com os tempos que vivemos.

A reabilitação do espaço da Senhora de Mercules e das respetivas vias de acesso, foi outra realização da Câmara Municipal que contribuiu para que as celebrações religiosas, bem como as atividades profanas complementares se realizassem em ambiente mais agradável e com mais participação de muitas pessoas oriundas de fora da cidade.

A Piscina Praia, uma obra que tornou diferentes os verões em Castelo Branco.
As Piscinas cobertas que vieram colmatar um vazio existente e que têm tido uma ocupação cada vez maior e interessante.

O Museu Cargaleiro instalado, no seu polo inicial, no Solar dos Cavaleiros, um edifício de meados do século XVIII, atualmente com novas instalações e que se tornou já um espaço de grande referência cultural da cidade de Castelo Branco.

Mas como a modernidade está globalmente interligada com a economia, outras medidas foram desenvolvidas ao longo destes últimos anos, nomeadamente no que diz respeito à atividade empresarial, dotando a zona industrial cada vez mais de melhores infraestruturas que a modernizaram, que a tornaram uma efetiva ferramenta na estrutura económica da cidade, pelo que se tornou imperioso o seu crescimento, tendo a Câmara Municipal, em tempo útil criado as condições que levaram à aquisição e construção da Nova Zona de Expansão que hoje apresenta já uma ocupação, que atendendo ao clima económico que se vive a nível nacional e internacional, deveras interessante.

Conseguiu-se captar investimento e criar empregos, como são exemplo os call centers da Portugal Telecom, da Segurança Social e da Reditus, pese embora a atuação do atual governo que rescindiu o contrato que mantinha entre a Segurança Social e a autarquia, atirando para o desemprego 400 pessoas. A Câmara Municipal desempenhou um papel crucial na vinda destas três entidades, criando as condições necessárias ao investimento e à consequente criação de emprego.

Iniciou-se a recuperação dos bairros históricos da Cidade, nomeadamente no Castelo.

Castelo Branco tornou-se nos últimos anos uma Cidade Média Moderna!

Orgulho-me de pertencer ao grupo daqueles que têm sido suporte político desta gestão autárquica! Em boa hora escolhi Castelo Branco para a “minha nova terra”!

Esta estratégia desenvolvida ao longo dos últimos anos, tem uma marca de modernidade e projeção do futuro e só foi possível porque os albicastrenses acreditaram e premiaram em vários atos eleitorais autárquicos, não só as políticas, mas essencialmente as pessoas, numa simbiose perfeita entre os cidadãos e aqueles que são os seus legítimos representantes.

E porque relembrar o passado não faz sentido sem uma perspetiva de futuro, importa agora olhar em frente por breves momentos.

Em relação ao futuro são muitos os desafios que a cidade e o concelho de Castelo Branco enfrentam.

O passado aconteceu sob a égide do seu Presidente Joaquim Morão. Caberá mais uma vez aos albicastrenses escolher aquele que virá a ser o próximo presidente da câmara. Acredito que por todas as razões do passado mas seguramente em função dos anseios para o futuro que caberá a Luís Correia encontrar as respostas adequadas para continuar o trabalho de desenvolvimento e modernidade a que se habituaram os albicastrenses.

Apostado em criar uma cidade cada vez mais atrativa para os que cá vivem, mas criando condições para que mais investimentos possam ser feitos por aqueles, que como eu fiz há dezanove anos decidirem hoje, com sobejos ganhos qualitativos, adotar e deixarem-se ser adotados pela tão nobre e alva cidade de Castelo Branco.

Apostas em requalificação urbana, na zona da Estação dos Caminho-de-ferro, incluindo a construção do Centro Coordenador de Transportes a decorrer, o Centro de Arte Contemporânea em construção adiantada, a criação de uma Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, são só alguns exemplos do que nos reserva o futuro.

Apoiar as Instituições de solidariedade social, numa cidade e num concelho cada vez mais envelhecido e agora, por via da austeridade também empobrecida, é uma outra aposta da Câmara que faz todo o sentido e que visa antecipar soluções para a resolução dos problemas das pessoas e numa outra perspetiva, criar novos postos de trabalho.

A autarquia continua com uma estratégia de apostar em programas ambiciosos que permitam desenvolver a cidade e o concelho e consolidar Castelo Branco como uma cidade moderna, onde seja bom viver!

Para tal terá sempre o apoio empenhado, solidário, crítico, se justificado, quer seja da minha pessoa quer seja da estrutura partidária, a Concelhia do Partido Socialista, que suporta este elenco camarário e que levará Luís Correia à presidência da Câmara.

Parabéns à Cidade de Castelo Branco!

Viva o Futuro! Viva Castelo Branco!

* José Lagiosa, Correspondente do Jornal de Oleiros em Castelo Branco

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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2 Respostas a Castelo Branco, cidade há 242 anos

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Belas palavras, ditas neste artigo; não foram de mais, porque Castelo Branco é uma linda cidade, cheia de luz e armonia, como refere o cronista; muitas vezes as pessoas,não dão valor ao que têm, porque já é um dado adquirido, sempre aconteceu também comigo. As grandes cidades do litoral, estão saturadas de vícios e contradições,desemprego e falta de segurança, resta o interior, onde presentemente, se vive melhor; tudo é diferente, existe mais solidariedade, sente-se os problemas dos outros com mais intensidade. Fui poucas vezes a Castelo Branco, mas estou sempre a pensar em voltar. Parabéns pelos 242 anos de Cidade, e a todos que nela vivem.

  2. Albino Valente diz:

    Felizmente Castelo Branco não foi descoberto ou construído por Joaquim Morão, e tem mais que uma década de história. Uma infelicidade aproveitar para campanhas político-partidárias. Castelo Branco já demonstrou que não é cidade de um só Partido, antes porém tem opinião e expressa-a cada vez que é chamada às urnas. Triste e redutor artigo para uma grande e histórica cidade como o é Castelo Branco. E para concluir informo que sempre votei Morão, mas ainda não decidi ainda a quem confiarei o meu simples e único voto no final deste ano.

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