Basófias e o turismo em Coimbra, Por Lucília Rebouta

BASÓFIAS E O TURISMO EM COIMBRA

Coimbra e o Mondego são indissociáveis pois desde o passado,este,foi um marco importante na economia da cidade,vindo mais tarde a explorar-se também a sua vertente turistica com o aparecimento do projecto “Basófias”.

A ideia deste barco,partiu de um grupo de empresários,também com o propósito de realçar as virtudes do Mondego. O Basófias chega a Coimbra a 13 de Setembro de 1993,vindo de França,onde foi construido. Mas esta ideia traz em si um pouco da história de um rio que no passado foi navegado pela Barca Serrana. Esta barca fazia o percurso fluvial de Penacova (Porto da Raiva, local de embarque e desembarque) até á Figueira da Foz. Através dela se fazia a troca de produtos para comercializar.

No sentido Figueira da Foz, transportava: vinho, azeite, lenha, etc, no sentido oposto trazia: sal, peixe, arroz e loiças. A barca serrana terá tido inspirações na Mesopotâmia.

Basófias porquê? No passado o Mondego era conhecido como Basófias pois no Inverno tinha um imenso caudal, já no Verão quase secava.

Basófias

Com o projecto Basófias, o turismo de Coimbra sofreu um agradável impulso. O barco faz o percurso entre a Ponte-açude e o Polo II da Universidade passando pelas pontes: Rainha Santa, Pedro e Inês e Santa Clara. È um percurso curto mas rico em imagem.

Foi um projecto de sucesso tanto a nível turistico como económico, pois foi e continua a ser ponto de referência da cidade.

O Basófias além de possibilitar os passeios fluviais era,como ainda hoje,utilizado para diversos eventos aumentando assim a sua fonte de receita. Actualmente surge, porém, uma dificuldade que de alguma forma,veio diminuir a sua rentabilidade: O assoreamento do rio.

Com o acumular das areias foi necessário reduzir o percurso do barco. Nada ou pouco tem sido feito para combater a situação no entanto o Basófias continua a ser ponto de atracção sobretudo para os turistas estrangeiros.

*Lucília Rebouta, Colaboradora do Jornal de Oleiros em Coimbra

Lucília Rebouta

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Destaques, Economia com as tags . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *