Aldeias de Xisto, Uma obra estruturante, por Eduardo Lyon de Castro

UMA OBRA ESTRUTURANTE

Durante muitos anos e até há pouco tempo, o interior de Portugal e mais concretamente a zona do pinhal esteve – e oficialmente parece ainda estar esquecida. A começar pelos naturais e a acabar nos corredores do poder, o fascínio por outras paragens do país, o isolamento e uma auto-exclusão relegaram o interior para o limbo da nossa geografia, com consequências de que tão depressa não se livrará.

Contudo há alguns sinais de que as coisas começam a mudar e de que finalmente se tomou consciência de que era necessário e urgente inverter a situação.

Iniciativas locais de privados ou de associações de desenvolvimento local e outras acarinhadas pelos municípios descobriram o caminho promovendo eventos, participando em feiras nacionais e no estrangeiro e sobretudo adoptando boas regras de marketing e publicidade.

É o caso da participação da PINHAL MAIOR na FITUR e na BTL e da ADXTUR que vem desenvolvendo uma actividade meritória e consequente na promoção das Aldeias do Xisto e da sua envolvente levando assim ao conhecimento público uma área importante quer pela sua dimensão, quer pela riqueza do seu património, e valiosa pelo testemunho de uma arquitectura que do passado se vem renovando sem perder a sua autenticidade.

Tudo isto vem a propósito do lançamento de uma obra estruturante para finalmente se fazer toda a luz sobre o território do Xisto e das suas potencialidades para conquistar o seu lugar no panorama turístico nacional.

Com efeito a iniciativa da recém-nascida editora “Foge comigo” ao publicar “Aldeias do Xisto, a descoberta começa aqui” obra que sobre a coordenação de Armando de Carvalho, um homem há muitos anos ligado às questões do interior, vem ao encontro de uma necessidade absoluta. Já havia alguma informação dispersa sobre o tema mas era evidente que se exigia mais e ela agora aí está nas 500 páginas deste guia notável a muitos títulos. Informação exaustiva e actualizada, grafismo, mapas e fotos exemplares, reveladores de que a equipa coordenada por Armando de Carvalho se excedeu oferecendo ao leitor um trabalho que mata todas as desculpas.

Os portugueses e também os de fora têm agora ao seu dispor um instrumento que lhes permite conhecer e porque não os “obrigar” a visitar este misterioso espaço.

Habituámo-nos a apenas reconhecer como estruturantes iniciativas ou obras baseadas em grandes dimensões, financeiras ou físicas. Mas agora surgiu uma pequena/grande obra que certamente irá ficar como um marco ao serviço do território do Xisto, e tão mais importante quanto representa uma verdadeira “pedrada no charco” na informação turística em Portugal.

* Eduardo Lyon de Castro, Colaborador Especializado do Jornal de Oleiros, Vila de Rei

Aldeias de Xisto

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