” Música, P(a)utas e vinho verde”

Os dados do PIB e do desemprego do quarto trimestre de 2012 foram, não só uma desgraça e muito piores do que o esperado, mas historicamente muito maus mesmo.

A taxa de desemprego de 16,9%, é a pior desde que há registos, por sua vez a queda do PIB de 3,2% em 2012 só tem comparação com a recessão de 1975, um país em espiral recessiva, desde há muito, um país há quinze anos sem crescimento.

Uma década de jogadas, gamanços, má despesa, em que se fizeram toneladas de asneiras, impunemente sem que, quem quer que seja fosse responsabilizado, a culpa como sempre morreu solteira, música p(a)utas e vinho verde.

Zéca Afonso

 

Chegados ao fim do túnel, canta-se Grândola discute-se soluções e formulas mágicas, o presidente afirma nos arautos da Europa; os portugueses estão a sofrer as consequências de uma vida fácil, da parte do governo dois caminhos o contemplativo, a fé é que nos salva, e o activo a caridadezinha, o povo une-se num rio onde a violência das águas transborda as margens, a rebelião social está eminente.

No final dois caminhos uma reforma política e social profunda elaborada por todos os agentes da concertação social, em que se acabe de vez com as previsões e erros de comunicação, aposta forte em medidas para o crescimento económico, onde a meta seja explicada e o caminho a percorrer, já que quem não sabe para onde ir todos os caminhos são errados.

Ou a saída do Euro e/ou bancarrota, estas são as verdadeiras alternativas, o resto é despesa como a conferência “ Pensar o Futuro” que nada nos trouxe a não ser um gasto de 11mil euros, no bolso de todos nós.

Para já o assumir do estrondoso falhanço do ministro Gaspar, mais tempo e mais dinheiro, e se não levarem a mal o certificado do 12 ano do ministro Relvas, o seu a seu dono, que seja o princípio da moralização da classe política, e deixem-se de música p(a)utas e vinho verde.

Lembrem-se que os analfabetos deste novo século, não serão aqueles que não sabem ler nem escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.

Bem hajam

* Carlos Fernandes, Director-Adjunto

Carlos Fernandes

 

 

 

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