O Pinhal na FITUR, por Eduardo Lyon de Castro

O Pinhal na FITUR

Fitur, Madrid

A FITUR é uma das maiores feiras de turismo da Europa e realizou-se em Madrid, este ano no final de Janeiro e princípios de Março. Durante cinco dias – os dois últimos reservados a visitantes – o tema turismo é abordado com enorme profissionalismo numa demonstração do quanto representa este sector de actividade tão fundamental para tantas economias. Por tudo isto deslocámo-nos à FITUR que decorre numa área cerca de três vezes a nossa FIL e a que acorrem centenas de milhar de visitantes e milhares de profissionais desta verdadeira “indústria de serviços”.

Para além das inúmeras possibilidades que se oferecem no plano dos negócios a FITUR é também uma excelente oportunidade para aprender.

Pela primeira vez e numa iniciativa da Pinhal Maior foi possível a cinco municípios (Mação, Oleiros, Proença a Nova Sertã e Vila de Rei) estarem agregados num único stand dando a conhecer o seu território e respectivas potencialidades em diversos domínios nomeadamente paisagem, cultura, gastronomia artesanato etc.

Há fartos motivos de felicitação por esta iniciativa que revela, para além do mais uma tomada de consciência de que só há condições para o Pinhal Sul se assumir como verdadeiro pólo turístico se for possível consertar as politicas turísticas dos vários concelhos, trabalhando em conjunto, acordando projectos e agindo de forma profissional sem o que não será possível ir longe. Este é um desígnio que gostaríamos de ver implementado e para o qual, todos, autarquias e privados se devem empenhar.

Sobre esta presença da Pinhal Maior na FITUR gostaríamos de tecer algumas considerações no sentido de contribuir para a necessária discussão sobre os seus resultados práticos.

Abstraindo o facto de a localização não ser a melhor (ao fundo e a um canto), de estar distante do pavilhão de Portugal, de que praticamente não recebeu qualquer apoio, os cinco municípios ocuparam um espaço que dignificou a região oferecendo profusa informação integrada numa decoração apelativa.

Posto isto e salvaguardando o facto de ser “a primeira vez” e não haver experiência de participação em eventos de carácter internacional verificaram-se alguns lapsos e lacunas bem como uma atitude menos conseguida na função receptivo que deve ser mais proactiva. Salientamos por exemplo que mesmo sendo a Pinhal Maior a promotora, esta denominação não é a mais conveniente sendo certo que a sua existência não ultrapassa muito para além da sua área de intervenção, acrescendo que sendo os potenciais interessados estrangeiros e neste caso espanhóis a sua origem se perde tanto mais que a palavra Portugal não lhe está associada. Relativamente à documentação disponível seria interessante que fosse maioritariamente abrangente dando mais força à região como um todo.

Balanço final positivo a obrigar a pensar desde já nas futuras participações em eventos desta natureza.

Vila de Rei, 15 de Fevereiro de 2013

* Eduardo Lyon de Castro, Colaborador Especializado do Jornal de Oleiros

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