O longo caminho da evolução, por Joaquim Vitorino

O longo caminho da evolução

Mil milhões de anos, após a formação do planeta Terra, que já conta aproximadamente 3.700 milhões, menos 1.300 milhões que o Sol; este ainda terá, mais 5.000 milhões de anos de vida, até se transformar numa “gigante “ vermelha; é nisso que que esta pequena estrela, centro do nosso sistema solar se vai tornar; pois não tem massa suficiente para colapsar, e transformar-se numa supernova.

Começou o longo processo evolutivo, com danos colaterais, e acidentes de percurso; enormes retrocessos; um deles foi a queda do Grande meteorito em Yucatan México, há 65 milhões de anos; em que a vida animal e vegetal, e consequentemente toda a cadeia alimentar voltou ao início; à exceção de alguma vida subaquática, e no subsolo profundo, onde na primeira, esteve a nossa origem; tudo tinha que ser reiniciado de novo; mas os dados da vida estavam lançados.

Se esta interrupção no processo evolutivo era necessária, possivelmente nunca vamos saber. Mas voltamos aos 1.000 milhões de anos, após a formação da Terra; quando esta foi, durante milhões de anos, bombardeada com asteroides e cometas de enormes dimensões, transportando nas suas cabeças, todos os elementos necessários para iniciar o processo, que iria conduzir-nos ao complicado puzzle da vida, e o consequente e lento, salto para a inteligência.

Não vou estar a alongar-me, pormenorizadamente, na base que levou à escalada evolutiva; mas os aminoácidos; tiveram no início, um papel preponderante e fundamental, naquilo que levou à constituição, deste misterioso enigma, que é a vida.

É uma molécula orgânica, que contém os elementos chave ao desencadear do processo; carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio; em bioquímica alfa-aminoácidos, essencial na formação das proteínas que deram origem à vida.

Isto não é rigorosamente fiável; outros acontecimentos, perdidos no tempo tiveram lugar; esses nunca chegaremos a saber.

À própria Natureza, reserva-se esse direito. Agora no topo da escala evolutiva, o homo sapiens; auto apelidado de humano; que chegou há milésimos de segundo, na escala do tempo Universal, tem vindo a destruir o que à natureza levou, milhares de milhões de anos a construir; até porque este, está longe de saber concretamente, o papel que lhe está reservado, e qual o seu verdadeiro desígnio.

O homem teve uma evolução tecnológica fulgurante, mas não se fez acompanhar a nível comportamental, da evolução tecnológica; existe uma regressão no campo social e temperamental, em que a agressividade, o egoísmo e a ganância; e alheamento ao sofrimento dos outros, tomou proporções assustadoras; o homem considerado o vértice da inteligência animal, terá ainda um longo caminho a percorrer, ele acima de tudo, terá que cuidar do seu habitat, e também dos seus companheiros de viagem, que são as outras espécies que tão mal tem tratado; levando milhares à extinção, desde que se assumiu, como um ser dominante; este pensamento é um falhanço total, estampado no seu egocentrismo; todos sabemos que o homem, não se domina a si próprio, nem a Natureza que o produziu; quando confrontado com as forças da natureza, catástrofes epidémicas ou ecológicas, o homem revela as suas fragilidades, só nesses momentos, é que perde parte da sua arrogância, e coloca a descoberto as suas fragilidades.

O homem importou das cavernas, a sua natureza agressiva, tendo uma dificuldade quase extrema, em se ver livre dela; deixando por onde passa, marcas de conflitualidade; semeia desordem, tenta sempre alcançar objetivos, nunca tendo em conta os meios; o homem constitui um perigo constante para si, e para as outras espécies; criou em si estereótipos, estilos de vida e comportamentos, que o afasta cada vez mais, de conseguir chegar a uma sociedade perfeita.

Este animal ainda nas cavernas, desenvolveu o instinto, seguido da racionalidade e inteligência, depois a consciência; é aqui o grande atraso do homem, ele não consegue conciliar-se com ela; se eu entrar num campo filosofal, o homem esta longe de atingir, os três patamares seguintes; que são o estado de espírito, este propriamente dito, e como objetivo final, a bafejada alma.

O homem está dotado de uma poderosíssima arma, que é a inteligência; mas a falta de humildade, e o espírito dominante, aliado a uma propensão para a beligerância, está a comprometer seriamente, a sua predestinação; e a eventual missão e escolha a ele confiada; para num futuro longínquo, iniciar o povoamento da Galáxia, e a seguir de todo o Universo.

O homem de hoje, que assiste ao despertar da magia tecnológica, ainda não entendeu se ele foi, um dano colateral na evolução; ou pelo contrário, vem de uma criteriosa seleção, a quem foi confiada, uma missão a cumprir.

* Joaquim Vitorino, Correspondente do Jornal de Oleiros na zona Oeste 

Astrónomo amador – Vermelha

Joaquim Vitorino

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