EDITORIAL: Questionar o Regime

EDITORIAL

Questionar o Regime

Na encruzilhada em que Portugal se encontra, chegou a hora de questionar o tipo de Regime.

Que nos interessa um Regime Semi-Presidencial? Em nossa opinião, nada. Trata-se de pura perda de tempo, escamotear de responsabilidades, adicionar cargos funções e custos.

Não seria preferível um Regime Presidencial, com um Presidente bem preparado, capacitado, responsabilizado pessoalmente pela governação? Era, sem dúvida. Vejam-se os exemplos da França, dos EUA para não citar outros.

Chegou essa hora num momento em que nos parecia bem mais adequado um Regime Monárquico de tipo Constitucional. Deixamos este ponto para oportunidades futuras, breves, desejamos.

Um Parlamento redimensionado

Em Portugal a nível de poderes decisórios tudo é grande. Presidentes, Primeiros-Ministros e muitos Deputados.

Para quê tantos Deputados?

Para estarem “entretidos“ a discutir coisas sem sentido? Não seria preferível menos Deputados, melhor escolhidos e preparados de forma a serem um verdadeiro contra-poder?

Era.

Já não falamos de custos, inadmissíveis para um país como Portugal.

A oportunidade das Autárquicas

É o momento de os portugueses nos seus concelhos não temerem e votarem em consciência. Alguns dos chamados “dinossauros” vão embora por excesso de tempo no poder.

Alguns aceitaram, outros, como Luís Filipe Menezes (de Gaia para o Porto) “inventam” processos obscuros para não saírem e pretendem trocar de câmara.

O nosso voto vai no sentido de que além das máquinas partidárias que em Democracia são decisivas, os Independentes (como Rui Moreira no Porto) qualificados, que se sintam mobilizados pela sua terra, avancem.

Paulino B. Fernandes

Director

Email: jornaldeoleiros@sapo.pt

Paulino B. Fernandes

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a EDITORIAL: Questionar o Regime

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Caro Diretor; a minha consciência, não me deixa tranquilo, se não acrescentar algo, que nada tem a haver, como se fáz a política neste país; mas sim, como os portugueses reagem, a quem a exerce em nome deles; como sabe, o grande êxito das ditaduras, foi sempre manter a ignorância do povo até ao limite. Nós vivemos em democracia, mas muitas vezes, os custos destas são de uma severidade quase extrema; então vamos colocar uma e outra no prato da balança; qual o preço a pagar para manter uma e repudiar a outra; e onde começa uma e acaba a outra, porque o voto, não dá direito a tudo; creio que o leitor já me entendeu. Temos em Portugal um problema difícil de ultrapassar, os portugueses desmotivaram-se da política, e não confiam em quem a exerce; se forem convocadas eleições, vamos ter a prova; mais de 50%, não comparecem nas urnas de voto. Muitos dos portugueses acomodaram-se, alguns por opção própria, outros remeteram-se ao seu insipiente e medíocre mundo, tirando vantagem do esforço dos outros; os portugueses só conseguem uma democracia plena, com um país justo; como todos sabemos, estamos muito longe disso, este drama começa na barra dos tribunais, onde se condena uma Senhora, por desviar um creme para o rosto, que esta democracia marcou com a fome; e fica em liberdade, quem desviou milhões para um paraíso fiscal.

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