Sinais de crise política vão sendo anunciados

Rui Moreira

A “cisão” eminente no Porto, com o CDS a não apoiar Luis Filipe Menezes, optando antes por Rui Moreira, pode detonar a crise que se vai anunciando entregando a câmara a Pizarro do PS beneficiado pela teimosia de Menezes.

Com o Banco de Portugal a mostrar continuadamente resultados que colocam em causa a política seguida, a posição do CDS vai sendo de grande dificuldade na coligação. Passos, cada vez mais isolado mesmo dentro do PSD está a dirigir a política portuguesa sem bússula e a guiar à vista guiado por um ministro das finanças que em breve terá novo emprego algures em Bruxelas.

O Porto, onde Rui Rio apoia claramente qualquer outro candidato qualificado é apenas um sinal que vem sendo exibido ao longo do país onde o PSD está com dificuldade em apresentar candidatos que temem as previsíveis derrotas em dezenas de municípios, para não falar já de câmaras onde o PSD apresentará dois e mesmo três candidatos.

São sinais de catástrofe política, alargados a Lisboa onde António Costa pode ganhar fácilmente a um desmoralizado Fernando Seara que a todo o custo tenta evitar o sacrício pessoal e, onde António Costa pode jogar a estratégia de se apresentar com um número dois forte a quem passaria a presidência para rumar à liderança do governo por imperativo nacional. Mas, mais, também em Viseu, tradicional bastião do PSD, Junqueiro pode fazer a diferença e, em Faro onde a crise Macário abre profunda brecha numa câmara que parecia segura.

Castelo Branco ( problema de Frexes) e Aveiro, tal como Setúbal são cenários pouco apetecíveis, alargados ao Funchal onde Albuquerque mesmo saindo pode garantir uam vitória ao outro PSD não “jardinista”. Restam pequenas câmaras, mesmo assim com riscos, pois alguns dos pesos pesados que ganhariam (caso de Oleiros) são forçados a sair e isso pode instabilizar vitórias dadas como adquiridas inicialmente.

Os sinais de crise aguda são intensos, crescendo a miséria e o desemprego que vão levar à desordem. Só em 2012 fecharam mais de 28 000 empresas e a criação de novas desceu 12% em comparação com o ano anterior.

Era necessário em absoluto renegociar condições, ganhar tempo. Já é muito tarde para tal acção, mas, mais vale tarde do que nunca.

Sinal também negativo é a ausência de alternativa propiciada pela actual liderança do PS. Seguro não dá estabilidade, é visível. António Costa, uma alternativa credível não sabe ainda como chegar à liderança do PS.

São tudo sinais que obrigam a grande preocupação e perigosidade, pois, o despoletar de uma crise inevitável como diz Francisco Assis é de enorme inconveniência.

No entanto, muitos dirigentes vão já dizendo que mais perigoso é manter este governo, daí de mal em mal, o menos mau é preferível.

Director

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Uma Resposta a Sinais de crise política vão sendo anunciados

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Caro Diretor; subscrevo a sua preocupação, quanto à situação perigosa, em que o país está próximo de chegar. O partido principal do governo, é uma manta de retalhos, o CDS, está fora e dentro; isto vai acabar mal; em novembro passado, numa conversa telefónica, perspetivámos o que está a acontecer; que 2013 seria um ano de incertezas e de perigos; era bom que estivessemos errados, mas pelos últimos acontecimentos, parece que não. Até podem ir para eleições, mas se os atores não mudarem, isto ficará muito pior.

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