“Sustentabilidade, insustentável”, por Carlos Fernandes

“Sustentabilidade, insustentável”

Instabilidade, depressão, recessão, falências, desemprego, miséria e fome, fazem parte do quotidiano dos portugueses nestes tempos de adversidade.

O governo continua apostado em aplicar a reforma do estado social, nesse sentido encomendou ao FMI o relatório sobre a reforma do estado, uma vez mais, errou, sinceramente já nem sei se por ignorância, impreparação ou fazendo jus á sua política ultraliberal, ao bom exemplo das ditaduras.

Mas este estudo, caso seja aplicado pelo executivo, será o descalabro total, mais que o fim da linha, o descarrilamento. Deste relatório destacam-se três medidas: uma redução de 10 a 20% no numero de funcionários públicos (coisa pouca, cerca de 100 mil empregos em risco),um corte de 3 a 7%aos salários, uma diminuição de 20% nas pensões da Caixa Geral de Aposentações e uma redução de 15% nas reformas da segurança social acima das pensões mínimas, sem duvida uma catástrofe.

A terreiro o parceiro da coligação, avisou ontem o chefe de executivo que estas propostas não são aceitáveis, a coesão esfuma-se, a crise política vem a caminho.

No entanto convém ressalvar que após aprovação do pior orçamento de estado, que há memória, já o ilustre presidente da republica, optando pela posição intermédia, quiçá agradando a gregos e a troianos, ou seja promulgar o orçamento, mas solicitando a sua fiscalização sucessiva pelo Tribunal Constitucional, caiu num erro crasso, já que caso seja considerado inconstitucional, como a maioria da sociedade politica e social considera, o executivo terá de arranjar 1.7 milhões , previstos como receita por essas medidas sob pena de não conseguir cumprir o seu programa, afinal a formula que tem permitido o financiamento do país, decorrente do memorando assinado pela Troika. Melhor dizendo as famosas tranches por cuja chegada as finanças suspiram e que tantas dores de cabeça e olheiras dão ao Gaspar.

Será este momento que o chefe do executivo anseia, só pode a fazerem tantas asneiras, aí sim poderá afirmar não fiz porque não me deixaram, e apresentará a demissão.

E Portugal ? É este o paradigma, sem governo sem alternativas credíveis, com os mais capazes a fugirem deste filme, com o presidente a morrer na praia. Ai Portugal!! Ai Portugal, nem se enterram os mortos nem se cuidam dos vivos .

Ás vezes pergunto-me, que raio porque se poupa sempre os lobos e se sacrifica sempre as ovelhas, isto há cada coisa ?

Bem hajam

Carlos Fernandes

Director-Adjunto

Carlos Fernandes

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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2 Respostas a “Sustentabilidade, insustentável”, por Carlos Fernandes

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Absolutamente de acordo, amigo Carlos Fernandes; só que o timing, em que a doênça poderia ter cura, já está ultrapassado; este pobre povo, anda a aprender há 869 anos; é muito tempo; ou é burrice ou masoquismo. E não venham com ameaças de golpes, que só tem servido, os próprios e os espertos; que se têm aproveitado, e de que maneira deles. Gente honesta precisa-se, para não deixarmos, morrer o país.

  2. José Lagiosa diz:

    Opinião sempre oportuna e sagaz do estimado amigo Carlos. Como diz e bem, ai Portugal, ai Portugal!

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