EDITORIAL, Agora as Autárquicas

Autárquicas

EDITORIAL

Passado que seja amanhã o Dia de Reis, premonitório para um futuro que se deseja, surgem no horizonte as Eleições Autárquicas, momento de “ajuste de contas” dentro do PSD e no próprio país, exibindo-se ao actual governo um cartão muito vermelho.

O problema maior para o governo é o próprio PSD que surge completamente dividido, fruto de desacordo com o seu governo que já é evidente para todos, excepção para Passos Coelho e Vitor Gaspar. Há câmaras municipais onde o PSD poderá ter 2 e 3 candidatos, prova evidente do que afirmamos anteriormente.

Mas há dados novos, muito credíveis como o aparecimento de listas Independentes com condições para ganhar câmaras (veja-se o caso do Porto) onde Rui Moreira deverá avançar.

O PS, mais coeso, apenas tem um ou outro problema a resolver, como o de Matosinhos, mas, dizem-nos, será resolvido a tempo e Narciso Miranda poderá prestar outro bom serviço ao PS não avançando.

Centrando-nos em Castelo Branco que mais nos importa, o ambiente aponta para pesada derrota do PSD na generalidade das câmaras, podendo salvar no distrito apenas Vila de Rei e Oleiros, mas, neste caso, dependendo da confirmação de candidatos em curso e em estudo, com condições para derrotar qualquer candidato que o PSD apresente, facto histórico, pois o PSD foi sempre esmagador nestas câmaras.

A saída de José Santos Marques não é fácil de resolver e, o Comendador pode partir deixando um deserto de candidatos possíveis, matéria que deveria ter tratado atempadamente, tal como Joaquim Morão fez com o seu Vice-Presidente que avança e, em Oleiros, Vitor Antunes seria um poderoso candidato extremamente respeitado e ligado à terra.

Uma palavra para o CDS que na maior parte das câmaras não fará coligação com o PSD, podendo apresentar candidatos próprios ou apoiar Independentes e em alguns casos o próprio PS.

A nível nacional a perda de câmaras por parte do PSD poderá ultrapassar as 60, resultado que a confirmar-se, será absolutamente desastroso.

Os próximos dias darão já sinais claros destes factos.

Por nós, o que esperamos e desejamos, é que se apresentem em primeiro lugar, pessoas interessadas nas suas terras e que não se deixem dominar por questões partidárias, irrelevantes nestas matérias.

Paulino Fernandes

Director

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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4 Respostas a EDITORIAL, Agora as Autárquicas

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Caro Diretor, Paulino Fernandes; o PSD está fracionado em 4 ou 5 correntes, a fração que governa, está a desvanecer, não tem força anímica para cumprir a missão, que o voto lhe confiou; o futuro deste partido político, é negro e indistinto, e arrasta o próprio país ,que lhe confiou a tarefa de governar; no meu artigo, Portugal 2013; A Verdade Escondida, publicado recentemente neste Jornal, vem de encontro, ao Editorial assinado pelo Diretor deste Jornal; Portugal na situação crítica em que se encontra, fica muito mais fragilizado; ao PSD, vão restar algumas bolsas no poder autárquico, nada mais restará, deste que foi um grande partido; não vislumbro no horizonte, alguém com perfil para o poder salvar.

    • Infelizmente assim é, Caro Colaborador e Representante na zona Oeste deste pobre país.
      O Pior PSD é o das festas do Estoril da semana passada, das casas de luxo e dos jaguares dos Dias Loureiros deste país. Esses, cavaram a desgraça que se acentua dia-a-dia num país “atado” de memória curta e sem opinião pública. E eles sabem isso, por isso organizam festas tranquilas em casas que são deles mas que não são confiscadas pois estão em nome de offshores prudentes.
      A Democracia e a liberdade possuem estes custos elevados…
      E, evidentemente, os outros PSD’s, os que dizem sim a tudo pois defendem os seus interesses e o futuro que imaginaram…para eles, e os bons PSD’s, os que sabem que entregaram o Partido a quem não tem capacidade para o governar, menos ainda o país.
      Que país Amigo e, agora, depois do BPN, um novo caso grave?
      Onde nos levará agora o BANIF? Será algo parecido?
      Saudações,
      PF

  2. Joaquim Vitorino diz:

    Caro Diretor, o Estado não vai recapitalizar o BANIF, e injectar 1.175 milhões de euros, neste banco que esteve várias vezes à beira da falência; é que o dinheiro já lá está. São empréstimos obrigacionistas, que este banco emitiu no passado, que tiveram que ser, autorizados pelo Banco de Portugal; logo, este banco, nunca poderá devolver estes valores, em títulos de Estado, porque eles, já ao Estado pertencem. Está toda a gente a ver, a nova Pirâmide Invertida; este caso, embora de menor valor, é bem pior que o BPN, porque tinham este, como procedente; e não aprenderam a lição. Estamos mesmo a ver, o buraco em que o Gaspar se vai meter.

  3. António Graça diz:

    Caros Amigos.
    O que não deixa de ser curioso é que, enquanto os bancos foram apresentando resultados positivos e distribuindo chorudos dividendos aos seus accionistas, tudo esteve bem e estes meteram o dinheirinho ao bolso, agora que, fruto da conjuntura e, muito provavelmente, de alguns maus negócios entretanto concretizados, o banco precisa de capital, esses mesmos accionistas assobiam para o lado e o dinheiro dos contribuintes lá vai para mais um buraco.
    Admito que o buraco do Banif não seja comparável, em termos absolutos ao do BPN, que foi largamente ampliado pela gestão pós-nacionalização, contudo, não deixa de ser uma situação preocupante e mais uma acha para a fogueira onde este país está a ser imolado

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