Portugal 2013: A Verdade escondida, por Joaquim Vitorino

PORTUGAL 2013; A VERDADE ESCONDIDA

Os portugueses têm o direito, de serem informados da grave situação em que o país se encontra; nas vertentes, económica, financeira e social, em que Portugal está mergulhado; as últimas notícias, em jeito de presente de Natal, deixou todos nós, à beira de um ataque de nervos.

O caso BPN tem sido, o principal tormento dos portugueses, ninguém sabe, ao certo, qual será o próximo buraco, em que vamos cair; ou quando é que isto acaba; estamos todos a vislumbrar o nosso futuro, que a muito curto prazo será, inevitávelmente semelhante, ou pior que o Grego; porque estes beneficiaram, em parte do perdão da dívida; também não estou de acordo, nenhum português deveria estar, em que se peça o perdão da dívida; Portugal não tem, que pedir perdão; o país caiu nas mãos de especuladores, que nos empurraram para juros e prazos incomportáveis, que à partida sabiam que, dificilmente iriamos conseguir cumprir; Portugal foi colocado nesta situação de dívida permanente, em que o buraco a tapar, e o que vem a seguir, é maior que o anterior; sempre colmatado com mais um empréstimo; uma “Dona Branca”, em que a última entrada, destina-se aos juros e amortizações das anteriores; nenhum deste dinheiro se destina, a investimento, e consequente criação de postos de trabalho, para o país iniciar a recuperação. Portugal está à beira do abismo; o meu pensamento está com as crianças portuguesas, que tiveram a infelicidade de pertencer a esta geração, e de aqui ter nascido; até porque elas, não decidiram os distinos do país, porque não votaram, nós sim; muitas vezes confiamos o voto, acreditando em promessas, que nunca foram, nem serão cumpridas; este desabafo, não é direcionado ao Sr. Primeiro Ministro; ele não é o culpado do estado caótico, em que o país lhe foi entregue; mas também já deu indícios, de o não conseguir resolver; e o partido Socialista, se o poder lhe caísse agora nas mãos, iria agravar ainda mais a situação, porque um problema, nunca será resolvido por aqueles, que fazem parte da causa; e estando o país à beira do precipício, o PS só tinha que dar-lhe um empurrão; e não é disso, certamente, que Portugal precisa.

Os portugueses não vão, votar massivamente num partido, que os levou onde estamos, mas alguns votariam contra os que estão no poder, porque foram estes que lhes infligiram, cortes salariáis e aumentos de impostos; o PS; com este lider, nunca ganharia a maioria. e uma aliança com o CDS, é mais que improvável, este arriscava-se a não eleger um deputado, nos próximos 20 anos; Paulo Portas sabe isso muito bem, e que também seria oportunismo; o país muito iria perder, com eleições antecipadas. Para ser franco, duvido que o atual secretário Geral do PS, alguma vez venha a ser Primeiro Ministro deste país.

Ouvi atentamente a mensagem de Natal, do Dr. Passos Coelho; e reconheço que estava, muito preocupado com a situação que o país vive, falou firme e sério, e com compostura e convicção; mas o Dr. Passos Coelho, não podia vir a público dizer toda a verdade, em especial a parte financeira; o seu lugar, reserva-lhe esse direito.

O Sr. Primeiro Ministro foi, eleito democráticamente, onde também incluo o meu voto, o que lhe dá plena legitimidade para governar o país; e também a mim, para discordar em muita coisa, que o Dr. Passos Coelho disse; embora tenho que ser minimamente honesto, que eu neste contexto, também não diria, tudo o que sabia, adiante explicarei porquê; só que há factos, que não se podem divulgar; mas existem outros, muito mais importantes, que não se devem omitir, porque é isso que esperamos de si, e também existem verdades que têm que ser ditas, porque elas representam o futuro de todos nós; efetivamente quando votei, no programa do Dr. Passos Coelho, eu não voto em partidos, porque não tenho simpatia por nenhum, acreditei ser a pessoa indicada, e com capacidade, para levar Portugal para o caminho certo; o que tinha em dúvida, e que hoje tenho a certeza; era se o Dr. Passos Coelho conseguiria, arrumar de vez a casa, que é o seu Partido; todos os portugueses hoje sabem que tentou, mas que não o conseguiu fazer; neste aspeto reconheço, que não sendo fácil, poderia ter feito melhor. É incompreensível, que membros do seu partido, que tiveram funções máximas no PSD, que para além de comentários hostis manifestados em programas televisivos, para com o Primeiro Ministro, utilizando meios à sua disposição, e que para isso são pagos; várias vezes insistiram, na demissão de um ministo adjunto; um dos comentadores, membro do seu partido disse inclusivamente, eu demitia-o.

Aqui o Dr. Passos Coelho, teria a compreenção dos portugueses; mas era preciso dizer qual a utilidade, que os mesmos têm no partido, porque se já é difícil governar, um país no estado em que o nosso está, com oposição interna no partido que governa, então são duas frentes a combater, os que têm a missão de governar. Muitos deles, ao longo dos anos, pouco fizeram pelo país; seria agora a altura de o fazerem, dando uma folga nas críticas, aos que querem e devem, como o Sr.Primeiro Ministro, colocar o interesse de Portugal, acima de qualquer disputa partidária; isto é verdadeiro patriotismo; são destes portugueses que o país precisa neste momento; porque também foram eleitos, os outros não. Existem algumas criticas, que têm algum fundamento, outras cheiram quase a preseguição. O grande defeito da democracia em Portugal, é que muitos que ocuparam cargos públicos, depois de os ter terminado, nunca tiveram a humildade, de descer ao nivel que estavam antes de ocuparem o cargo, como se faz noutros países, verdadeiramente democráticos; Portugal está cheio de pessoas que não abdicam, do estatuto de terem exercido, cargos públicos ou partidários, eles são bem conhecidos; para além de falta de humildade, também o é, de cultura democrática. Alguém tem que colocar, no seu lugar e dimensão, os que se consideram, donos e senhores intocáveis do país, no lugar de um vulgar cidadão; porque em democracia, é isso que todos somos, a falta de confiança, de gente do seu partido, pois é disso que se trata, estão a tornar difícil a sua tarefa de cumprir a sua missão, com uma oposição dentro e fora do partido; os portugueses não são estúpidos, e terão isso em conta, se algum deles, se apresentar a algum acto eleitoral.

O Dr. Passos Coelho, já deu a entender, que não está agarrado ao poder, já vi isso há muito tempo; ao contrário de outros que estão anciosos, para fazer o assalto, no sentido figurado ao poder; mas os portugueses não esquecem, que nos últimos 15 anos, os socialistas, andaram por lá 12. O Dr. Passos Coelho, terá que disciplinar a sua gente, no interior do seu partido; se não o fizer, então também não consegue resolver, a grave situação em que o país mergulhou, e que está a chegar, ao ponto de não retorno. Também aqueles que desviaram, milhares de milhões, e que deixaram Portugal de joelhos, perante a comunidade de credores, deveriam ser riscados das listas dos partidos, não só do seu, mas também dos outros; se o Dr. Passos Coelho, não o conseguir fazer, lamento ter que o dizer, mas terá que entregar o lugar, ao Sr. Presidente da República, porque Portugal não pode, ficar refém desta situação por muito mais tempo.

Quanto à sua mensagem de Natal, acredito sem qualquer dúvida, que o Sr. saiba algo mais, do que poderia dizer; eu comprendo que, O Sr. Primeiro Ministro, não possa dizer tudo o que sabe; ou no dia seguinte, os donos do dinheiro deste país, deixariam os bancos completamente vazios, com transferências massivas para os OffShore, deixando Portugal, em estado de sítio financeiro; muitos destes sugadores da nação, são bem conhecidos dos portugueses; outros muito em breve, os seus nomes também serão conhecidos.

Certamente que os portugueses, ainda irão dar ao Sr. Primeiro Ministro, o benefício da dúvida, eu também o farei; mas tem que repensar toda a sua governação, e que ela não incida e penalize, sempre os mesmos; tenho que lhe reconhecer, alguma coragem, para dar aos portugueses, algumas notícias que doem bastante; já não direi o mesmo, em relação aqueles que tiraram o máximo partido, desta tragédia que nos caiu em cima. Infelizmente alguns, ainda militam no seu partido, fará um extraordinário serviço ao país, se os expulsar por falta de confiança, para além de os levar, perante a justiça; assim tranquilizará em absoluto, a sua consciência, e Portugal muito ganhará com isso.

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* Joaquim Vitorino, Correspondente do Jornal de Oleiros, Zona do Oeste

Joaquim Vitorino

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