“Apresentar armas! Em frente marche!!!, por Carlos Fernandes

“Apresentar armas!

Em frente marche!!!

Op dois, esquerdo, direito!!!!”

Começo da guerra do Ultramar,1961 Angola,1962 Guiné,1964 Moçambique,2012 começo da guerra intensiva! (Passos Coelho, 21de Dezembro 2012, não acabou o Mundo, mas começou a guerra)

Se aquando os anos sessenta o lema era Angola é nossa, vamos e em força, por ora o grito ao contrário do presidente americano Monroe “América para os americanos “ neste Portugal à beira mar plantado, o grito fica-se pela Europa para os alemães.

Foram tempos de um tempo sem fim, sem sentido, em que os melhores anos da juventude, esgotaram-se numa guerra com desfecho anunciado, a derrota era certa!

A honra, o sentir a Pátria, o juramento a uma bandeira, mesmo não estando de acordo com uma guerra absurda, o não ter consciência da situação, deram sentido a uma Nação valente e imortal, e contra os canhões marchar, marchar.

Tenho gravado na memória, a imensidão de asfalto da parada, com um cinema paredes meias, os treinamentos o suor a lavagem cerebral, os cânticos; Somos os primeiros/artífices mestres/engenheiros, como cenário a Escola Prática de E ngenharia em Tancos, e depois a guia de marcha, a meio caminho a Rocha Conde de Óbidos, qual altar do mundo, o acenar de lenços brancos, as lágrimas derramadas, tempos do Niassa, Vera Cruz, Funchal, como destino o Ultramar.

Para muitos a última viagem, para outros o não mais esquecer os traumas físicos, mentais e psicológicos de uma guerra.

Foram momentos de Ratátá…..Boom …Pum….gritos de dor e revolta, em época natalícia; daqui soldado nª12345 Manuel Silva para Beira baixa, pais mulher e filhos um bom Natal, adeus até ao meu regresso; eram centenas de mensagens monocórdicas, com o eco final de adeus até ao meu regresso.

Para todos os Op dois , esquerdo, direito a minha singela homenagem, não podem ser esquecidos, pois fizeram cumprir Portugal.

Hoje fazendo fé às palavras proferidas, pelo principal ministro de estado, estamos em guerra intensiva, todos, mas todos somos soldados, homens mulheres crianças e idosos. Evoluímos, ser soldado hoje não é sinónimo de maior robustez física, ser maior de idade, nada guerra é guerra, esta foi a mensagem da época natalícia, reconfortante, pessoalmente declaro-me refratário não quero fazer parte desse exército, mas mais que soldados, mais que uma guerra intensiva, hoje somos prisioneiros de guerra de uma guerra que nos rouba a esperança , a dignidade e o orgulho da alma lusitana .

Bem hajam

Carlos Fernandes

* Director-Adjunto do Jornal de Oleiros

…………

Mensagem de Natal

Carlos Fernandes

Em meu nome e de toda a equipa do Jornal de Oleiros, desejamos sinceros votos de boas festas, a todos os amigos , leitores e em particular às gentes do pinhal, que todos juntos possamos renovar o rio da esperança

Quanto a nós, estamos a trabalhar sem descanso, com afinco, com entusiasmo, com vontade de servir.

JORNAL DE OLEIROS :

Para vós ……

E por vós.

Natal com Livros...

 

 

 

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