Natal: Detidos e Esquecidos, por Joaquim Vitorino

Natal: Detidos e Esquecidos

Este é um tema, que direta ou indiretamente, nos afeta a todos nós; e ninguém poderá colocar esta questão, em discussão pública, sem se questionar; afinal que justiça temos nós em Portugal; felizmente não tenho, familiares ou amigos, privados da sua liberdade; por isso, não estou a defender ninguém em particular. É evidente que todo o crime, terá que ser punido, mas para incutir a este, a verdadeira responsabilidade, é preciso primeiro atacar a causa; muitos daqueles que, neste momento, vivem num ambiente de famílias honestas e trabalhadoras, que nenhum contributo deram para a atual situação, em que Portugal está mergulhado, vão muitos deles, ser catapultados, para o campo da criminalidade; para outros, esta opção teve origem, na disfunção familiar, em cujo seio, tiveram a infelicidade de nascer, e que ainda no berço, a sociedade marcou-os, com o selo do infortúnio; que para além de, esquecidos e marginalizados, pela sociedade que os produziu, também foram repudiados pelas famílias; eles representam o dano colateral de uma sociedade, em que nunca desejariam viver. Depois temos os criminosos de luxo, que vivem em casas sumptuosas, com todos os meios, materiais e financeiros ao dispor, alguns com cobertura política e jurídica; eles são os intocáveis, e principais responsáveis, pela privação da liberdade, de muitos dos que estão em cativeiro. Estes ” senhores” são os donos da crise que, nunca serão por esta afetados. Portugal é um país desigual, tenho acompanhado a tentativa, da atual ministra da Justiça, para inverter, o que se está a passar com a justiça no nosso país, mas os interesses de alguns, vão constituindo fortes barreiras, que vão bloqueando o que seria, um razoável funcionamento da justiça; sem a qual o país, não pode progredir; o mundo civilizado, têm os olhos postos em nós; basta estar atento à imprensa internacional. A justiça foi politizada, esta situação, é a negação da democracia; para taparem os olhos aos portugueses, vão de vez em quando, condenando este ou aquele corruptor; mas os curruptos, ninguém lhes toca; existem Juízes e advogados, que querem inverter este drama, mas são imediatamente transferidos, ou retiram-lhe o processo. Portugal deixou-se, minar e armadilhar ao longo dos anos, no que é mais importante, no progresso de um país, que é a justiça; foi a falta de equidade neste campo, que ao longo dos anos, colocou o país na cauda da Europa. Mais de 90 por cento dos cidadãos, não acreditam na Justiça em Portugal; à excepção dos que a podem pagar; num recente debate televisivo, o atual bastonário da ordem daos advogados, na presença de 3 Juízes, em representação desta classe, afirmou; quem não tiver dinheiro, para pagar a um bom advogado, está condenado. É certo que muitas vezes, quem exige direitos, também não cumpre os seus deveres; vem tudo por arrasto, muita gente está envolvida e compremetida, com esta situação. Através da avaliação que outros países fazem de nós, e neste caso concreto, que é a “injustiça” que aqui é praticada. Sem iniciativa e coragem política; Portugal vê-se embrenhado numa espessa bruma, de difícil dissipação.

J.Vitorino, Exclusivo, para o Jornal de Oleiros

A todos os que nasceram; num país onde a sociedade, e também em alguns casos, os familiares não os soube cuidar, nem dar-lhes uma alternativa de vida. Estou convicto que, se o país tivesse feito a sua parte, provavelmente muitos deles, não estariam em cativeiro.

PS: Por muita revolta, que sintam contra a sociedade, nunca tomem opções nas vossas vidas, que vos leve à privação da liberdade.

A todos eles, Bom Natal.

Joaquim Vitorino

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Comunidades, Destaques, Justiça. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *