Nesta matéria, Passos Coelho está certo…

“Por que é que 87% dos pensionistas não foram afectados” pelos cortes nas pensões, perguntou Pedro Passos Coelho. “Porque têm pensões inferiores a 600 euros, muitos deles fora do regime contributivo, quer dizer, nunca descontaram e têm que ser o Estado e os contribuintes de hoje a poder dar-lhes o mínimo para poderem viver com o mínimo de dignidade”, apontou o primeiro-ministro. Uma “responsabilidade intergeracional “ que é “indispensável na reforma do Estado. O que está em causa é gastar menos e gastar melhor”, acrescentou.

“Mas há 5% dos pensionistas, que são mais de metade do regime público, que recebem em média muito mais do que o dobro e na sua maioria não descontaram na proporção do que recebem hoje”, criticou o primeiro-ministro perguntando: “É isto justo? Querem encontrar na Constituição uma desculpa para perpetuar esta injustiça?”

…………………….

Pedro Passos Coelho  coloca dedo na ferida…

Já o defendemos várias vezes. É necessário estabelecer o princípio da reforma máxima, é uma urgência,

A Suiça tem a reforma máxima de cerca de 1700 euros. Portugal já devia ter feito o mesmo e acabar com previlégios anacrónicos, regimes especiais (vergonhas nacionais). Não se iludam, agora os “grandes senhores” cairão sobre o Primeiro-Ministro causando alarido e confusão. Mas Passos Coelho tem razão. Apenas se explica mal e é incompleto na explicação.

Director

Pedro Passos Coelho

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Destaques, Economia, Editorial. ligação permanente.

4 Respostas a Nesta matéria, Passos Coelho está certo…

  1. Joaquim Vitorino diz:

    É este o ponto fulcral; da injustiça que que se vive em Portugal. Quem quer que seja, que não produziu, na sua atividade profissional, o equivalente ao que aufere de reforma, está a retirar o que aos outros pertence, mas esta ( tragédia social vem de longe); neste momento, tenho ligado a sic notícias, onde o tema opinião pública, de hoje, é precisamente o tema referido em Jornal de Oleiros. Num país à beira do colapso económico, é uma vergonha, uma imoralidade, que o terceiro país mais pobre da União, \27\ membros, entregue a 7 por cento de preveligiados, 93 por cento, da pouca disponibilidade que o país tem. Será que essa gente, dorme tranquilamente?, sabendo que milhares de crianças e idosos, acordam de manhã, sem pão para comer?, é nesta assimetria de valores, que comecou a desgraça deste país; não é culpa de Passos Coelho ou de Socrates; mas talvez, tenha começado em força, nos governos de Guterres, porque, já vinha de longe, que muitas das reformas, seriam na base do último salário; logo o último mês, era a referência, este era muitas vezes elevado a 100 por cento.

  2. António Graça diz:

    Só faltou Passos Coelho esclarecer quem são os privilegiados, mas, não será necessário pensar muito, é evidente que se referia aos políticos que se autoatribuiram reformas vitalícias, sem para elas terem contribuído.Será? Esperemos que sim

  3. Amigo António Graça
    Sabe que o nosso Primeiro-Ministro vem de uma escola em que a exigência não era muita. Por isso, não podemos também ser muito exigentes quanto a rigor…
    Mas, certamente, deveria estar a pensar nos amigos dele como Catroga (9690 €), Cavaco Silva (9400 €), no ex-amigo Mário Soares (5520 €), certamente nem tanto numa não amiga, Manuela Ferreira Leite (2900 € – estará certo iste valor?). Certamente não se referia aos 1 188 160 que recebem entre 250 e 500 € nem nos 155 943 que recebem entre 500 e 1000 €, mas, talvez, no conjunto alargado onde se incluem políticos que ganham mais de 5000 € e são actualmente 907 elementos.
    Mas veremos e, para todos recomendo o trabalhoi que o Expresso publicou sobre o futuro de Portugal. Se Vos fôr possível, tenham um natal tranquilo, mas sejam solidários.
    Director

  4. Joaquim Vitorino diz:

    Meus caros, António Graça e Paulino Fernandes; é evidente que, a injustiça não pode ser compensada com a mesma; por isso, apelei à consciência dos preveligiados, no sentido de voluntáriamente, e a título provisório, abdicarem das suas reformas acima dos 2.500 euros, desde que não provem,a necessidade das mesmas. Tenho conhecimento de reformas iguais ou acima deste valor, que mais de 50 por cento, ficam em depósitos a prazo; logo, não precisam do dinheiro. Bom Natal, que não será para todos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *