Proença-a-Nova aprovou já o plano contra incêndios até 2017

Plano estratégico estará em vigor até 2017

Proença-a-Nova

Os objetivos e ações a concretizar para proteger a floresta e prevenir incêndios, entre 2013 e 2017, já estão definidos. O Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios (PMDFCI) foi ontem aprovado por unanimidade pela Comissão Municipal, estando agora sujeito à apreciação do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. O mapa de perigosidade revela um agravamento dos níveis de risco face ao que vigorou até este ano, sendo prioritário o investimento em ações de prevenção e sensibilização.

Na apresentação do plano aos membros da comissão, foi destacado o peso de fatores sociais, como o envelhecimento da população, na defesa da floresta. A mancha florestal representa 80,7% do concelho de Proença-a-Nova, percentagem a que deve somar-se ainda uma área de 6,7% de espaços caracterizados como incultos, mas que estão na realidade ocupados por matos e espécies florestais.

No que diz respeito às metas estabelecidas, pretende-se manter anualmente a área ardida abaixo dos 10 hectares e reduzir a percentagem de reacendimentos para 0,3% em 2013 e 2014, 0,2% nos dois anos seguintes e 0,1% em 2017. Reforçar a capacidade de deteção e a rapidez na primeira intervenção (com chegada ao local em menos de 20 minutos, em pelo menos 95% das ocorrências) são outros dos objetivos operacionais.

Para aumentar a resiliência do território, estão previstas ações de limpeza e gestão de faixas de combustível que envolvem particulares (como prevê a legislação), a autarquia e outros parceiros públicos. Globalmente, as metas previstas nesta matéria foram orçamentadas em mais de 200 mil euros para 2013.

O presidente da Câmara, João Paulo Catarino, enalteceu o espírito de colaboração que tem existido entre todas as entidades. Embora a planificação seja um passo importante para delinear as ações no terreno, destacou que muito há a fazer em relação à prevenção e limpeza da floresta. “Sendo a limpeza uma responsabilidade dos seus proprietários, não me parece justo que o Estado possa obrigá-los a investir nessa operação aquilo que provavelmente nunca irão tirar de rendimento quando chegar o dia da venda de material lenhoso, pelo que o Estado, se pretender florestas limpas, terá que encontrar soluções – em conjunto com os proprietários – para rentabilizar o produto resultante da limpeza”, considera.

Elaborado pelo Gabinete de Proteção Civil e Florestas, de acordo com o despacho nº 4345/2012, de 27 de março, o PMDFCI estará em vigor até final de 2017, mas sujeito a atualizações regulares. Constituído por três cadernos, inclui a informação de base essencial para traçar o diagnóstico do território, o plano de ação e o plano operacional municipal, que é aprovado anualmente, até final de abril.

* Com Magda Isabel Louro Ribeiro

Magda Ribeiro

Correspondente em Proença-a-Nova

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