Coerência, por Joaquim Vitorino

Coerência

Portugal; chegou a um patamar, em que a dívida já contraída, corre sério risco de incumprimento; os portugueses já se aperceberam deste cenário; chegámos aos 120 por cento do PIB; a este nível, é mais que certa a inevitabilidade, de a um curto prazo, o país precisar de mais empréstimos; Portugal está, sob vigilância contínua dos credores; ( um autêntico big brother); para novas remessas, entrarem nos cofres do Estado, e eventualmente, serem discutidas, condições mais suaves, como alongamento nos prazos, e redução de juros, é absolutamente necessário, que passe para o exterior, uma imagem, que não deixe a mínima dúvida, que existe sintonia entre quem governa, e o partido Socialista na oposição, mas que é, não esquecer, o responsável pelo pedido de resgate. O discurso que alguns membros deste partido, vêm evidenciando, nestes ultimos dias, não deixam dúvidas de que o PS está, a tentar desviar-se, do compromisso que assumiu, quando do pedido de ajuda financeira. Em Portalegre, falou-se claramente em eleições antecipadas, e clarificação do voto. A dissolução da Assembleia da República neste momento, deixava Portugal, numa situação de vulnerabilidade e descrédito, e agravaria de tal modo, a situação do país, que as consequências a seguir, teriam um efeito devastador, a todos os níveis; novos empréstimos seriam imediatamente suspensos. Há que refrear, a ansiedade que alguns têm, em chegar novamente ao poder; utilizando o “sistema”de eleições antecipadas. A mesa está pobre, já pouco resta; esperem por melhores dias. Alguém está a tentar, reeditar o folhetim, Dr. Jorge Sampaio, Verso Dr. Santana Lopes; eu no lugar daqueles, que defedem essa solução, não iria por aí; esse não seria o caminho, para aliviar o sofrimento dos portugueses, mas sim agravar; todos sabemo-lo muito bem. Portugal é visto por outros países e credores, como um bom pagador, e em quem, a comunidade internacional, pode confiar. Sou um cidadão outsider, desvinculado de partidos ou grupos; trabalhei 52 anos sem interrupção, em Portugal e Reino Unido; a que junto 3 anos, de serviço militar; o meu voto é sempre, circunstancial; não me move qualquer animosidade, contra quem quer que seja; apenas me preocupa, o futuro do nosso país; se me perguntarem, se estou satisfeito, com a ação governativa, sinceramente não; mas tenho que colocar, no outro prato da balança, e dentro dos condicionalismos, a que Portugal está sujeito, quem faria melhor; os que pediram o resgate, ou quem o subscreveu; sabem que, só pelo facto de haver eleições, que á partida não se sabe, quem as poderá ou não ganhar, as consequências seriam imprevisíveis; todos nós sabemos, que as eleições antecipadas, iria agravar drasticamente a situação existente; numa outra conjectura económica, esta questão não se colocava; estou apenas a expressar, a opinião de um cidadão, que está atento, e preocupado com esta situação, que nos afeta a todos, e fáz um apelo à ponderação e razoabilidade. Em suma, trata-se de um alerta, no sentido do bom senso, mas sobretudo da consciência; cuidem da vossa; que eu farei, o mesmo com a minha.

Joaquim Vitorino – Vermelha

Joaquim Vitorino

Correspondente da Zona Oeste, para o Jornal de Oleiros, comunidades e Palop, Europa, Brasil, USA e África do Sul.

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