“A Espada e a parede”, por Joaquim Vitorino

A ESPADA E A PAREDE

As sucessivas, e quase espontâneas manifestações, que se têm verificado por todo o país, mesmo as grandes concentrações, convocadas pelas centrais sindicais, têm decorrido, dentro de um civismo, de cortar à faca; os portugueses, embora detentores de baixa escolaridade, são um povo sábio; os 850 anos de sofrimento e incertezas, criou em nós, esses anticorpos, essa defesa; sabemos sem sombra de dúvida que estamos encurralados; esta é a realidade; as centenas de milhares, que se têm vindo a manifestar, já não é para pedir mais; mas para que, não lhe tirem tanto, estou a falar sem sombra de dúvida, do que sente, a esmagadora maioria dos portugueses; os nossos credores e o governo, usam esta complacência dos portugueses em seu favor, e vão esticando a corda; em contraste com, esta verdadeira lição de civismo, que o nosso país tem mostrado, alguns grupos, depois de aumentos recentes, que colegas da função pública não tiveram, e até lhe foram retirados outros benefícios, há muito tempo adquiridos; vêm em tom de ameaças, fazer algumas exigências que, embora legítimas; na situação de emergência económica e social em que o país se encontra, não fazem o mínimo de sentido, como disse o Prof. Silva Lopes, em entevista recente á Sic Notícias; o sufoco em que país está mergulhado, é mais que suficiente, para refrear exigências que, neste momento, não existem condições para contemplar; é o momento para todos, esquecer o que nos separa, e reunir o que nos une, para sair do fosso, em que nos encontramos; vamos fazelo pelas nossas crianças; porque, para além do nosso dever, é isso esperam de nós. Vamos pagar as nossas dívidas; não vamos discutir, quem as contraiu, é essa a nobreza do nosso caráter; somos o país mais velho da Europa, com fronteiras definidas há 850 anos, não podemos aceitar que, alguns estados Europeus, a mando de grupos económicos, que nem se lhe conhece o rosto, tentem lançar Portugal, para um abismo sem retorno.

Suavizem os juros, e também o prazo, para que as nossas crianças, tenham pão para comer, e cresçam saudáveis; porque, é conveniente não esquecer, que são elas, que terão que pagar a dívida, durante muitas gerações. Faço um apelo, ao Sr. Presidente da República; para que, em concertação com o Governo da República, se tomem as demarches diplomáticas, a fim de sensibilizar, quem nos empresta o dinheiro, no sentido de que, eles entendam, que a nós, não nos basta querer pagar; para cumprir é preciso, darem-nos condições para o fazer.

Joaquim Vitorino

Vermelha – Cadaval

Joaquim Vitorino

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a “A Espada e a parede”, por Joaquim Vitorino

  1. valdo diz:

    “é o momento para todos, esquecer o que nos separa, e reunir o que nos une”

    enquanto cidadão português faço das suas palavras as minhas palavras, esta na hora de lutarmos todos em união pelo mesmo rumo que fez de nós um dia uma grande nação a nivel mundial que ainda hoje é reconhecida pelo seu passado vitorioso e mais importante que tudo, honrado.

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