EDITORIAL: O país perante incrível situação

Paulino B. Fernandes

EDITORIAL

Nada fazia prever que em cerca de um ano, o governo viésse a estar em posição insustentável.

É certo que o Primeiro-Ministro que o PSD escolheu era, de entre tantas possibilidades o elo mais fraco e impreparado.

Vitor Gaspar era, contudo um valor que se apresentava seguro.

As sucessivas falhas em todas as políticas desencadeadas, deixaram Vitor Gaspar numa posição de fragilidade e, hoje, a sua aparente serenidade não inspira confiança.

Nem sequer foi preciso ser a oposição a liderar o descontentamento. Bastou a coligação em si e as principais figuras de ambos os partidos e, naturalmente também as oposições para que tudo se tenha invertido.

O governo deixou de inspirar confiança e, manifestamente não tem condições para levar a legislatura até final.

Como sair da crise política ( a outra está instalada) é o problema.

Que pode fazer Cavaco Silva? Deixar andar travando algumas das mais nefastas políticas? Ir mais longe, demitir o governo e avançar para um governo tecnocrata, capacitado, integrando personalidades independentes de reconhecida valia técnica?

Hoje e sábado se começarão a perceber os desenvolvimentos, num momento em que as sondagens dão já o PS a liderar as intenções de votos.

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4 Respostas a EDITORIAL: O país perante incrível situação

  1. Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações. Um imbecil !!!

  2. Maria diz:

    Pois, só que houve alguém que fugiu para Paris. (está a viver à grande e à francesa) e agora haja bom senso, começando pelos meios de informação, não lancem rastilhos. Os mais fracos precisam. Tenho dito!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Obrigado por nos ler.
      À imprensa, especialmente a livre, cabe, dar a opinião e transmitir o que o país sente e exibe. Não sabemos se alguém fugiu para Paris ou não, acreditamos que vários deveriam ter fugido já, mas parece que andam por aí…lamentávelmente.

  3. Maria diz:

    Sr. diretor, obrigada pela sua deferência pelo meu comentário.
    1) Jamais poderei competir com (alguém) sendo eu apenas uma simples dona de casa.
    2) Comecei a trabalhar com 15 anos, hoje não estou no activo, não sou reformada, nem recebo qualquer prestação do Estado, (outros com menos tempo de trabalho) têm algo a receber.
    3) Concordo com o Sr. diretor, neste país há muitos imbecís que andam por aí…lamentávelmente.
    Maria

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