EDITORIAL – Rumo ao abismo

EDITORIAL

Paulino B. Fernandes

A crise que se iniciará em toda a sua magnitude em Julho e Agôsto ( fim dos subsídios), vai, apesar de tudo, dando sinais evidentes de descalabro profundo que deixará marcas para gerações.

O que está a viver-se estes dias na Grécia, país sem governo e sem capacidade de o ter a breve prazo ou ainda, de outra  forma, terá um novo governo em breve, mas um governo que terá vida breve, mostra as consequências da aplicação desbragada das medidas da tróika (pararam os países), esqueceram os cidadãos.

O desemprego que em média é superior a 15% é, em muitas cidades do país superior a 23, 24 e 25% e só mostra esta irreal média porque muitos concelhos onde não há cidadãos nem empregos, apresentam médias ilusórias de 4 e 5%.

Sem isso, os 15,3% de actuais desempregados ( e a subir continuadamente), mostrariam já um desastre lastimoso em toda a sua verdadeira extensão.

O pouco de estabilidade reside ainda no apoio social que as câmaras prestam pelo país fora, mas, mesmo isso está fortemente ameaçado e pode evidenciar-se se Associação Nacional de Municípios decidir a entrega de valências a este “Estado comatoso”.

Falar da crise, acrescenta mais crise…mas é indispensável que se fale dela, que se alerte para consequências inenarráveis e que não nos permitam escamotear o que verdadeiramente se está a passar em Portugal.

Director

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Excerto de artigo de Tiago Mesquita no Expresso

O famigerado memorando tem funcionado não apenas como a subjugação pura e simples de um país aos desmandos de padrinhos alemães e franceses, mais do que expectável, mas como uma verdadeira carta branca para os Governos (PS e PSD-PP) poderem aplicar indiscriminadamente todo o tipo de medidas de austeridade que visam tapar no imediato o buraco que os mesmo escavaram durante décadas. Execráveis na actuação, os nossos políticos pensam no presente (deles) hipotecando o futuro (nosso). O habitual – nada de novo.

A crise está a ser usada para esconder a incompetência com que este país tem sido e continua a ser gerido. À passagem alienam-se direitos, rouba-se quem trabalha, atiram-se milhares de pessoas para o desemprego e levam-se centenas de milhares à miséria. Sem vergonha ou decoro continuam estes senhores a governarem-se às nossas custas fingindo que nos governam. A crise e a conjuntura parecem servir que nem uma luva à total desresponsabilização.

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