O FAROL, por António Graça

O Farol não reconhece as regras do novo acordo ortográfico

Não adianta

“Seja qual for o partido em que você votar, o governo é, sempre, eleito”.

Eng. António Graça

A acrescentar a esta verdade, o governo eleito é sempre liderado por um partido que já foi governo e, nessa função, cometeu actos que foram prejudiciais aos interesses do país, ou melhor, do cidadão comum, isto porque os vários governos têm sempre dado lucros chorudos a alguns sectores da sociedade, os quais têm quase sempre defensores dos seus interesses sentados nas cadeiras do poder.

Pois! A verdade à qual não escapamos é que o governo é sempre eleito.

Depois de tomar posse, passa os primeiros meses da governação desculpar-se com os erros cometidos pelo governo anterior, os quais servem de pretexto para começar ele próprio a cometer novos erros. Entretanto, segue-se a distribuição de lugares no aparelho de estado, nomeando amigos e homens ( e mulheres) de mão do partido para comissões, grupos de trabalho, equipas técnicas, etc., etc.

A fase mais dolorosa para os cidadãos começa quando o governo aparenta estar realmente a governar. É a fase das decisões duvidosas que visam beneficiar este ou aquele grupo de interesses, devidamente representado na fileira das decisões e da tomada de medidas, supostamente para tornar o país melhor ou para aumentar a felicidade dos cidadãos. Aqui reside um problema de conceito. É que o conceito de felicidade, tal como entendido pelos governantes, parece pouco ou nada ter a ver com as aspirações dos governados. E estes chegam à triste conclusão de que, uma vez mais, foram enganados pelas mentiras daqueles em quem votaram. Pode-se, legitimamente concluir:

“ Os políticos nunca fazem aquilo que prometem”

O governo actual inaugurou uma nova forma de exercer o poder. A governação passou a ser uma espécie de electrodoméstico o qual, para fazer funcionar, é necessário seguir as instruções de utilização.

 No caso português, o livrinho de instruções é o sinistro Memorando da Troika[1].

Em nosso entender, por este método qualquer analfabeto pode ser governante, bastando para isso que tenha um amigo que saiba ler e fazer contas e que tenha disponibilidade para lhe ler o que está escrito no papelinho.

Parece que, no que respeita a fazer contas, as coisas não têm corrido bem ao sedado ministro das finanças, já que, como qualquer merceeiro previria, sem desprimor para esses profissionais, os resultados das medidas tomadas teriam aspectos dramáticamente negativos para o país e para as finanças públicas, uma vez que o principal efeito que tiveram foi o de estrangular, ainda mais, uma economia débil, originando um número recorde de falências, de desemprego, de pobres, etc.

A palavra de ordem do governo é cortar, e corta-se a torto e a direito sem ponderar as consequências nem a legalidade dos seus actos, de tal forma que, com tantos cortes, o governo mais parece uma barbearia.

Corta-se em tudo menos no que consome os recursos do país; nas desastrosas Parcerias Público-Privadas e na agiotagem financeira, a título de exemplo.

O presidente da República tem feito a triste figura de cúmplice deste descalabro.

 Não se percebe a rapidez com que teve dúvidas sobre a constitucionalidade da lei do enriquecimento ilícito e como promulga, sem hesitar, leis que são claramente atentatórias do princípio de igualdade entre todos os cidadãos.

 Um governo, ainda que dispondo de uma maioria parlamentar, não tem legitimidade para dispor a seu belo prazer dos direitos básicos nem dos bens dos cidadãos

Soluções para a actual situação, serão difíceis de encontrar, até porque as alternativas não são risonhas, basta ver a confrangedora banalidade do discurso “líder” do maior partido da oposição, para perceber que o futuro, a continuarmos no mesmo caminho, é tudo menos risonho.

Citando as palavras do nosso Director:

 “Portugal precisa de ser governado por pessoas capacitadas, com escola, experiência real de vida, que tenham uma profissão.”

e não por sujeitos saídos das juventudes partidárias, cuja experiência de vida se limita a pouco mais do que colar cartazes em campanhas eleitorais, agitar bandeirinhas em comícios, frequentar pseudo universidades de fim-de-semana e fazer uns biscates em empresas de amigos.

Farolada final

A reacção pavloviana do Dr. Soares à situação causada pelo excesso de velocidade da viatura em que seguia para o Porto há cerca de uma semana, caracteriza na perfeição o tipo de comportamento socialista. “ O Estado paga a multa”, ou seja, cometam-se as alarvidades à vontade, que quem paga é o Estado, que, por azar, somos todos nós os contribuintes. Como se já não estivéssemos habituados.

Até breve

 [1]  Palavra usada, originalmente, para descrever os três supremos chefes dos estados comunistas

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Castelo Branco, Destaques, Economia, Política. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *