Não, Não, Não subscrevo, por Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Houve tempos de um Portugal a duas velocidades, o litoral e o interior, tempos em que todos sabíamos, era no litoral que o futuro estava ali à mão de semear em que o progresso mais que uma evidência era uma realidade, se è bem verdade que vivíamos com muito menos (sem telemóveis, computadores…eu sei lá tanta coisa !),não será menos verdade que o desemprego era quase nulo, a economia crescia, éramos mais felizes e sem dúvida menos aldrabados.

Por sua vez o interior era muito mais habitado do que é hoje, mas também muito mais isolado, muito mais pobre onde o desalento a tristeza, a total ausência de esperança e expectativas, fruíam de geração em geração, mais parecia um filme de realizadores como Visconti ou Roselini no pós guerra. Onde a única saída era a vinda para o litoral ou em último recurso emigrar.

Mas afastemo-nos do passado recente e debrucemo-nos aos nossos dias, ao nosso presente, não será surpresa para ninguém que as medidas de austeridade deste (des) governo a que obrigou os portugueses falharam em toda a linha. A quebra das receitas fiscais nos últimos meses constitui o corolário lógico de um orçamento de 2012 recessivo.

O aumento da carga fiscal asfixiou muita da actividade económica, as empresas fecharam o desemprego aumentou, enfim o falhanço anunciado está aí, uma quebra de dois milhões de euros na receita fiscal e pior um aumento considerável dos gastos sociais. Os pobres ficaram insolventes, a classe média exaurida, os ricos cada vez mais ricos, foi este o desempenho deste (des )governo submeteu o pais a sacrifícios dolorosos e inúteis .Deveria sim ter começado a subtrair privilégios à banca, investir na economia nas empresas no tecido produtivo, mas faltou a coragem, a competência e sobretudo o sentido de estado só ao alcance dos mais capazes. E lá vamos cantando e rindo, alimentando lapsos, são encerramento de escolas , centros de saúde, tribunais, e o todo sistema produtivo, essencial para o fixar de populações e para o desenvolvimento do interior de Portugal e” custe o que custar”, 2015 é logo a seguir a 2014, até lá engravidar é considerado doença, as reformas antecipadas são viroses e os subsídios uma miragem.

A alternativa passa pelos os nossos jovens, que hoje tem as qualificações que jamais tivemos, irem emigrar, aos mais idosos por favor partam, quanto aos outros trabalhem sem tolerâncias sem feriados, sem direitos mas com dedicação, afinal ponham os olhos nos chineses !!!!!

“Não, não, não subscrevo, não assino /que a pouco e pouco tudo volte ao de antes /como se golpes, contragolpes, intentonas /( ou intentonas -armadilhadas /da esquerda prá direita ou desta para aquela) /não fossem mais que preparar o caminho / a parlamentos e governos que / irão secretamente pôr cravos/ e não de rosas fatimosas mas de cravos /na tumba do profeta em Santa Comba ( Jorge de Sena )

Não , não . não subscrevo!!!!

Páscoa feliz

Bem hajam Carlos Fernandes

Sobre Jornal de Oleiros

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Uma Resposta a Não, Não, Não subscrevo, por Carlos Fernandes

  1. Fernando Patricio Cabaco diz:

    Excelente artigo de qualidade que reflete infelizmente a nossa triste mas veridíca história,,,,, eu também não, não subscrevo.
    Uma Páscoa Feliz

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