Despovoamento e Desenvovimento, por Carlos Fernandes

Se, décadas atrás, o desenvolvimento desordenado do país empurrava as populações para o litoral, hoje são as sedes concelhias – mais bem equipadas – os grandes pólos de atracção.

Combater a desertificação do mundo rural é tarefa que exige novas políticas de investimento.

O turismo promete revitalizar as terras onde já só os velhos teimam em viver.

A desertificação do interior não é uma inevitabilidade, mas o fenómeno exige medidas e políticas, muito para além de esforços, “por vezes notáveis, de autarquias”e autarcas.

É preciso “racionalizar recursos, mas também têm de ser encontrados equilíbrios” e sem esquecer que “a coesão social e territorial é fundamental”.

Só o desenvolvimento policêntrico pode travar o despovoamento” do interior e “garantir o descongestionamento das grandes cidades” O centralismo político e administrativo e a cultura centralista de Portugal também dificultam a inversão da situação. “Falar, no contexto actual, de descentralização e, sobretudo, de regionalização é quase um sacrilégio”, mas o combate ao despovoamento do mundo rural passa pela regionalização.

A desertificação consiste num fenómeno de fuga da população do interior menos desenvolvido (“áreas marginais”) para os grandes centos urbanos, sendo este fenómeno também conhecido por êxodo rural.
Este fenómeno tem como principal causa a procura de melhores condições de vida.

A floresta como alternativa para o desenvolvimento e fixação das populações:  A região centro pelas suas características climáticas, apresenta uma situação

dual em termos climáticos: boas condições para a obtenção de boas                                     

produtividades florestais e, devido à existência de défices hídricos significativos

durante as estações mais quentes do ano, elevado risco de incêndios.

 

Carlos Fernandes

A fileira florestal tem, nesta região uma importância relevante (34,6 % do

território face a 27,4% no Continente).

Para além da produção directa de

produtos derivados da madeira, realçando o sector de produção de pasta e

papel, os espaços silvestres encerram uma riqueza ambiental e de

biodiversidade contribuindo para a multifuncionalidade do território que se

multiplicam em actividades de lazer, recreio e produções alternativas (caça, pesca, mel, cogumelos).

Torna-se por isso imperioso salvaguardar este património.

A redução da carga combustível das florestas, a prevenção e o combate mais

eficiente aos incêndios surgem, como áreas de actuação importantes, sem

esquecer a utilização da biomassa na produção de energias alternativas.

* Carlos Fernandes

A dominância do sector privado com uma reduzida dimensão das explorações,

dificulta o combate aos incêndios e uma gestão florestal mais eficiente. No

entanto, apesar de todos os factores negativos associados à floresta, a

produtividade do trabalho é elevada e continua a crescer.

Mas será isto por si só gerador de emprego mais riqueza , sem dúvida um bom trunfo mas terá sempre que ser acompanhado pela manutenção de escolas centros de saúde ,tribunais novas e melhores vias de acesso e por último estimular e ajudar as novas gerações a transformar os seus sonhos em oportunidades reais de trabalho e inovação em interacção com os demais .Temos matéria , assim haja vontade , eu acredito !!!

Bem hajam

Carlos Fernandes

 

Sobre Jornal de Oleiros

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