EDITORIAL: Crise acentua-se

Primeiro-Ministro em Gouveia

EDITORIAL

Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, teve em Gouveia a desagradável sensação de ver um pôvo revoltado, de forma correcta e fez o que devia.

Não fugir.

Pelo contrário, parou várias vezes e dirigiu-se aos populares, contrariando a opinião da sua reforçada segurança.

Fez o que devia e fez bem.

Fez bem também admitir pela primeira vez a necessidade de rever o programa que a continuar nos mesmos moldes, pode fazer ruir de vez qualquer expectativa de futuro possível.

Pedro Passos Coelho está sem “escudo protector“, pois temos um Presidente que foge do pôvo, acabrunhado, envergonhado com posições recentes onde malbaratou o crédito que possuia.

Um Presidente que sai do palácio com a habitual comitiva rumo a uma escola e, poucos minutos depois regressa ao palácio após saber que tinha uma manifestação de estudantes à sua espera, não é um bom apoio para um governo que governa numa situação de crise.

Volta a colocar-se a questão de uma eventual abdicação de Cavaco Silva que em plena crise não seria favorável, mas, não se sabe, se apesar de tudo não seria preferível, pois já não existe como Presidente actuante.

Sinal positivo é a CGTP ter decidido falar também com a tróika. Neste caso, Arménio Santos o actual Secretário-Geral faz bem.

A CGTP deve ser ouvida junto destes funcionários das instituições europeias.

Paulino Fernandes

Director

email: jornaldeoleiros.com

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Uma Resposta a EDITORIAL: Crise acentua-se

  1. Pedro Passos Coelho teve uma atitude que poucos políticos nacionais teriam, e não me refiro apenas ao PR, atitude que funciona a favor da sua imagem como político e como homem

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