“Sem apelo nem agravo”, por CarKos Correia

“Sem apelo nem agravo”

CarKos Correia

Dias cinzentos, por estas terras, onde residia a alegria , a esperança a vontade de viver , o sonho de uma vida melhor ,o objectivo comum de criar valor,  a séria convicção de um futuro melhor para os nossos filhos , tudo se esvaiu , entre os dedos das mãos  de quem trabalha , já não bastava roubarem -nos os anéis , também os dedos e as mãos estão de partida.

É hoje este o meu País , onde os valores de solidariedade , justiça, igualdade ,e liberdade se transformaram no mais ignóbil despotismo que  há memória em nome duma Troika de uma ditadura financeira dum défice por parte deste governo.

Um autêntico terrorismo social os jovens a partir sem rumo e sem destino, as nossas bibliotecas itinerantes como eu gosto de lhes chamar devotadas á solidão sem respeito ,sem apelo nem agravo , vão morrendo pelas cidades e campos sem que ninguém note a sua falta ,a classe média acabou , é desemprego , é precariedade são penhoras ,angustias e depressões e quantas vezes suicídios., o fosso entre ricos e pobres cada vez mais se acentua ,e nós lá vamos cantando e rindo levados, levados sim mas para o abismo para o retrocesso civilizacional para a miséria ,para a ocupação efectiva da nossa terra como aliás hoje noticia um jornal alemão .

Sem apelo nem agravo que o rapar, é cada vez mais intenso e constante que um dia a casa cai.

Mas recuso-me a desistir, podem-me menosprezar nem sequer ouvir , jamais farei do silêncio a minha voz podem-me achar inconveniente, cabeça pequena, mas dir-vos-ei que até as pequenas cabeças dos fósforos já incendiaram muitos palácios.

Sem apelo nem agravo: podem cortar as plantas mas jamais acabaam com a Primavera.

Bem hajam

Carkos Correia

Lisboa 30 Janeiro 2012

 

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