CGTP altera direcção, Carvalho da Silva sai

 

Dr. Carvalho da SilvaMomento histórico no movimento sindical.Tanto tempo depois, Carvalho da Silva sai da liderança da CGTP., que deixa a liderança da CGTP no próximo fim de semana, já tem destino profissional definido. No próximo fim de semana, em Congresso, a CGTP elegerá um "duro", especialista em manifestações de rua. Com efeito, embora sem unanimidade, Arménio Carlos

Arménio Carlos foi aprovado para suceder ao agora ex- Secretário-Geral.
 

Carvalho da Silva

O homem que liderou a maior central sindical portuguesa durante um quarto de século vai investir na carreira docente.

«Vou coordenar o pólo de Lisboa, do Centro de Estudos Sociais, o que implicará dar aulas a cursos de formação avançada».

A actividade académica não fica por aqui.

Após o XII Congresso da CGTP, que marca a despedida como primeira figura do sindicalismo nacional, acumulará a referida direcção do CES de Lisboa com actividade docente na Universidade Lusófona.

«Já estou como professor na Lusófona. Estou ligado à licenciatura em sociologia, ao mestrado na mesma área e ao doutoramento na área da educação. Espero poder trabalhar também noutros projectos», informa.

Carvalho da Silva, de 63 anos, entrou no mercado de trabalho como operário electricista. Após o 25 de Abril desempenhou vários cargos sindicais até chegar a primeira figura da CGTP Intersindical em 1986, na altura designado coordenador. Desde 1999 que é secretário-geral, um cargo criado sob a sua liderança.

Nos últimos anos, a par com a actividade na CGTP, apostou na formação académica. Licenciou-se em sociologia, em 2000, no ISCTE. Sete anos depois, também no ISCTE, chegou a doutor, com uma tese sobre a centralidade do trabalho e a acção sindical. Obteve a classificação, por unanimidade do júri, de muito bom com distinção e louvor.

Doutorado, iniciou a colaboração com o Centro de Estudos Sociais (CES), uma instituição científica vocacionada para a investigação, integrada na Universidade de Coimbra. É dirigida por Boaventura Sousa Santos, politicamente próximo do Bloco de Esquerda.

Fecha-se desta forma um ciclo importante na CGTP e o futuro é aguardado com expectativa.

* Com agências.

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