Os que podem aos que precisam, por António Graça

O Farol (especial)

Eng. António Graça

Por António Graça

Nota: O presente texto não segue as regras do NAO (Novo Acordo Ortográfico)

Os que podem aos que precisam

O país entrou positivamente em estado de choque ao receber a brutal e surpreendente notícia de que o cidadão que ocupa o cargo de Presidente da República, terá uma reforma que mal chega para as suas despesas.

Sabendo-se o que se sabe sobre esta matéria, das duas uma; ou a insensível e toda-poderosa troika considera que, pelo trabalho que faz, a reforma respectiva não deveria ser superior a uns míseros 1.300€ por mês, ou a Dona Maria, sua esposa, se “abarbata” com a diferença para os cerca de 10.000€ que, consta, lhe caem na conta bancária mensalmente, para comprar presépios para a sua colecção.

Seja como for, nós, aqui no jornal de Oleiros, porque sabemos que os portugueses são um povo solidário, entendemos por bem lançar uma iniciativa a que chamámos FAVA (Fundo de Assistência à Velhice do Aníbal), garantimos que o nome nada tem a ver com o bolo-rei, doce que já teve papel de relevo na carreira política do nosso alegado protegido

Assim sendo, convidamos todos a aderirem a esta iniciativa, nem que seja com uma contribuição simbólica, aceitamos qualquer uma acima de um cêntimo. O convite é extensivo àqueles que, com a aprovação do Sr, Silva, como carinhosamente o trata o Prestes João da ilha da Madeira, viram as suas reformas e prestações salariais reduzidas ou, pura e simplesmente, confiscadas pelo governo.

 De facto, não nos parece justo que um compatriota nosso, que há cerca de 20 anos tem sérias responsabilidades na condução dos destinos do país, seja, na velhice, confrontado com a necessidade de contar as moedinhas que tem no bolso, para fazer face às suas despesas essenciais.

Pela minha parte, como colaborador do Jornal de Oleiros e como cidadão empenhado no bem comum, terei muito gosto em participar nesta cruzada de solidariedade, muito embora, como contrapartida, gostasse, como provavelmente gostariam neste momento algumas centenas de milhar de portugueses, de lhe retirar o voto que lhe deram para a sua eleição.

Aproveitamos ainda para fazer um apelo ao Senhor Silva: não nos venha agradecer a iniciativa, nem apresentar as desculpas que deve aos portugueses na sua página do facebook, porque a maior parte das pessoas nem dinheiro tem para um Magalhães.

Conclusões (moral) da História:

  • A indecência também tem limites,

 ou,

  • A quem se põe a jeito cai o muro em cima,

ou ainda,

  • Há coisas e pessoas que não merecem ser tratadas com seriedade

Até breve

A. G.

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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