José Santos Marques preocupado com a iliteracia em Oleiros

Conferência de leitura em Oleiros revelou-se extremamente interessante

A abrir a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Oleiros, José Santos Marques, manifestou a sua inquietação perante a iliteracia da população portuguesa, situação essa que no seu entender deve ser encarada com carácter de prioridade. O autarca frisou ainda que, “uma sociedade mais culta é uma sociedade mais competitiva e bem-sucedida”.

            Segundo o edil, “sempre houve a preocupação de dotar as infra-estruturas municipais com todos os recursos que facilitem a vida à população, melhorando a sua qualidade de vida e investindo nos meios que permitam a sua valorização pessoal (…) Este é o caso do apetrechamento do acervo bibliográfico municipal com livros actuais e de qualidade ou do acesso das pessoas à informação e comunicação (como o acesso gratuito à internet ou a aposta em fontes de informação como a Agenda Cultural e o website do Município), sempre com o intuito de modificar os hábitos de leitura entre a população”.

            De seguida tomou a palavra a Dra. Isabel Costa, coordenadora da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade, a qual frisou os aspectos relacionados com o valor e o impacto das Bibliotecas (pública e escolar) na promoção da leitura. Segundo a oradora, o Plano Nacional de Leitura, assim como a adesão à Rede de Bibliotecas Escolares, veio aumentar o espólio bibliográfico da Biblioteca. “É essencial motivar para a leitura, mas este não deve ser um acto que se impõe”.

            Seguiu-se a comunicação de Telma Veríssimo, técnica-estagiária da Biblioteca Municipal de Oleiros (B.M.O.) que abordou de uma forma bastante completa e apelativa os novos desafios que se colocam às bibliotecas no contexto da planificação da actividade da leitura de lazer e da sua promoção.

            A sua comunicação foi ainda enriquecida com uma exposição sobre a realidade da B. M. O, dando exemplos de algumas actividades desenvolvidas com o intuito de criar e fortalecer os hábitos de leitura nas crianças, desde a 1.ª infância. Este é o caso da iniciativa “Faz lá um poema”, focada para os alunos do 1.º Ciclo e da Hora do Conto, destinada ao ensino pré-escolar, a qual mereceu o reconhecimento público pelo exemplo que tem dado. Aproveitando os recursos humanos, materiais e pedagógicos disponíveis, a iniciativa tem revelado bastante talento e dinamismo, o que mereceu elogios por parte da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, pela sua qualidade e estímulo para a cooperação entre as várias bibliotecas da região.

 

            De seguida tomou a palavra a técnica Ana Luzia Martins, responsável pela B.M.O., a qual abordou o papel da família na promoção do gosto pela leitura, reforçando a sua importância, nomeadamente em idade pré-escolar. A oradora popós ainda acções e iniciativas que façam da Biblioteca um melhor agente de promoção de hábitos de leitura.

            A finalizar, a Dra. Maria Eduarda Rodrigues, responsável pela Biblioteca da Escola Superior Agrária de Castelo Branco encerou de uma forma bastante sucinta e interessante o ciclo das bibliotecas escolares, ao mesmo tempo que abordou o impacto das novas tecnologias sobre o livro impresso, tema esse que suscitou a reflexão dos presentes. Analisando a dicotomia “novas tecnologias da informação – alternativa ou complementaridade?”, foi entendido por todos que se deveria assumir a leitura em todas as suas dimensões.

            Perante um painel tão interessante de oradores, a conferência revelou-se bastante profícua e enriquecedora, num espaço de diálogo e partilha de ideias que prendeu a atenção de todos.

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