O FAROL: O bailinho da Madeira e outros folclores Por António Graça

Nota: O presente texto não segue as regras do novo acordo ortográfico

O bailinho da Madeira e outros folclores

Por António Graça

Recordo-me de, nos meus tempos de criança, haver uma cantiga popular, muito do gosto dos portugueses, chamada “ Bailinho da Madeira”. A cantiga era interpretada por Maximiano de Sousa, mais conhecido por Max, um artista de corpo inteiro, com qualidades humanas incomparáveis, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente.

O refrão da cantiga era assim:

Deixem passar, esta linda brincadeira

Que a gente vamos bailar,

Prá gentinha da Madeira.

Passados que são cerca de seis décadas sobre o lançamento do disco do popular Max, os portugueses vêm-se confrontados com uma nova versão do Bailinho, cujo refrão é, mais ou menos, assim:

Deixem passar, esta linda brincadeira

Será que vamos pagar,

Os buracos da Madeira.

Deixemos de parte o tom aligeirado das linhas anteriores.

Estamos perante uma situação gravíssima que não deverá, de forma alguma, ser tolerada, por quem, nos órgãos do poder, tem ainda um pouco de dignidade. Aliás, quem pactua com a situação, seja sob que pretexto for, deverá ser considerado como cúmplice da mesma.

Parece-nos, no entanto, e, pelos sinais de arrogância, apalhaçada e trauliteira, exibidos por Alberto João, a propósito desta situação, que o caso não vai ter as consequências devidas, talvez porque ele anda há muitos anos na política portuguesa e deve conhecer muitos dos podres que a envolvem, razão pela qual ele ofende constantemente os” políticos do  continente”, sem que, da parte destes, haja qualquer sinal de reprovação ou indignação . Por tal motivo, cremos que não será responsabilizado criminalmente pelos seus actos danosos, podendo mesmo continuar a ganhar eleições no seu território feudal, porque, como dizia há dias um madeirense entrevistado por um canal de TV nas ruas do Funchal “a cachorrada que o rodeia tem muita gente controlada”.

A propósito deste episódio, houve já quem viesse alertar para o facto de eventuais sanções poderem desrespeitar a autonomia regional.

Entendemos que o integral respeito por essa autonomia, implica que sejam os madeirenses a assumir os custos e as consequências das medidas que tenham de ser adoptadas para sanear a situação criada pelos desmandos do seu Presidente. Este invoca a solidariedade, mas… solidariedade não é os habitantes do Continente, os “cubanos”, como nos chama o A.J.J. terem de pagar a factura. Os portugueses do continente já mostraram grande solidariedade, isso sim, quando a tragédia das últimas cheias atingiu o povo madeirense. Alberto João, parece já o ter esquecido.

O caso da Madeira não é, infelizmente, o único exemplo de má gestão local. Existem por este país fora, várias autarquias em situação de falência, ou quase, motivadas por actos de má gestão dos seus responsáveis(?), os quais desbaratam os dinheiros públicos em projectos sem qualquer utilidade para os seus cidadãos, apenas para satisfazerem o seu insignificante ego, e para, por esse meio, tentarem perpetuar-se nos cargos que ocupam. Conseguem-no, a maior parte das vezes.

Baile Mandado

 

Todos conhecemos esta popular dança do folclore algarvio, que, curiosamente, apareceu por influência dos franceses.

Pois bem, a União Europeia é actualmente um autêntico baile mandado.

Os mandadores são um francês e uma alemã da antiga Alemanha de Leste. Nicolas Sarkozy e Angela Merkel querem fazer, através da economia, o que os seus antepassados, Napoleão Bonaparte e Adolfo Hitler, não conseguiram pela força das armas.

Querem impor aos restantes países da União as suas regras. Beneficiam para tal, do facto de a maior parte dos líderes dos países da União Europeia serem políticos de fraca qualidade, tal como eles o são. E, como o são, não se apercebem que, a continuar no rumo actual, a Europa que eles pretendem dominar deixará de existir.

 Alguns traumas do passado levaram um comissário europeu, o alemão Gunther Oettinger a propor que fossem colocadas a meia-haste nos edifícios da União Europeia (UE), as bandeiras dos países com défice excessivo.

 Assim um pouco à maneira de como os nazis obrigavam os judeus a pregar nos seus trajes uma estrela amarela, para serem facilmente identificados

Até breve

A. Graça

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