Padre António de Andrade (1584-1634), por Anselmo Casimiro Ramos

 
 
 

Padre António de Andrade

PATRONO DA ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE OLEIROS – CASTELO BRANCO

O PADRE ANTÓNIO DE ANDRADE 375 ANOS DEPOIS, VISTO POR UM GEÓGRAFO

 

Palestra Proferida no dia do Patrono

 

 

Anselmo Casimiro Ramos.

– Mestre em Geografia Física e Estudos Ambientais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutorando em Geografia Física pela Universidade de Coimbra. Professor de Geografia na Escola Básica e Secundária Padre António de Andrade – Oleiros

PADRE ANTÓNIO DE ANDRADE

19 DE MARÇO DE 1634 – 19 DE MARÇO DE 2009,

PATRONO DA ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE OLEIROS – CASTELO BRANCO

O PADRE ANTÓNIO DE ANDRADE 375 ANOS DEPOIS, VISTO POR UM GEÓGRAFO

E no entanto ele foi encarregue de negociações com as autoridades indianas, actuou como agente diplomático e interveio na vida política e administrativa do Estado da Índia”.

                   FERNANDO CASTELO-BRANCO (1985, p. 507)

Contactei pela primeira vez com a figura do Padre António de Andrade, quando fui colocado como Professor de Quadro de Escola no ido ano lectivo 2004/2005 na Escola Básica e Secundária Padre António de Andrade em Oleiros distrito de Castelo Branco.

Figura que dá o nome à principal praça da vila de Oleiros, e, tendo em conta a elevada estatura deste Oleirense, reconhecido internacionalmente, como atestam as várias traduções das suas duas cartas. A primeira escrita a partir de Agra, actual Uttar Pradesh (Lat. 27º10’38’’N e 78º00’33’’E), datada de 8 de Novembro de 1624, e a segunda, escrita a partir do Tibete no ano de 1626, deveria constituir uma figura de referência e deveria ser alvo das maiores homenagens quer do município quer do país que ele ajudou a construir.

Numa perspectiva religiosa, este Homem, foi mais um dos grandes missionários portugueses, que à data, ousaram transpor as dificuldades que o terreno lhes impunha e, dessa forma, contactou com outros povos e nações, em nome de uma Civilização e de uma Missão, honrando o povo português, e deveria encher de orgulho o povo de sua terra – Oleiros.

A Geografia e a noção do espaço são evidentes nas notas do Padre António de Andrade, ao ponto de dar informação tal, que não se precisaria de lá irmos para interpretarmos o que lhe despertou a curiosidade e a adoração[1].

Começa a aventura em 15 de Dezembro de 1596, quando abandonou a casa de seus pais em Oleiros, para abraçar o noviciado na Companhia de Jesus no Colégio de Coimbra, fundado em 1542[2].

Um ano depois com a fundação do noviciado em Lisboa, o irmão António de Andrade vai para Lisboa, quatro anos depois do Colégio de Santo Antão (onde hoje se situa o Hospital de S. José), ter sido inaugurado em 1593[3]. Estamos em crer que António de Andrade foi aluno do Padre Matemático João Delgado[4] e de Christopher Grienberger[5]. Não podemos deixar de considerar que os séculos XVI, XVII foram um período fulcral na História da Matemática. Neles processou-se a transição entre a Antiguidade e a Modernidade.

Ora, os professores jesuítas, em contacto constante com o Colégio Romano[6] e com os principais centros científicos da época, não podiam deixar de estar a par das grandes polémicas cosmológicas da altura. Devido à situação de Lisboa no trânsito de missionários, alguns dos mais competentes professores do Colégio Romano, tais como Christopher Grienberger, vieram por algum tempo para Portugal, com o objectivo de ensinar no Colégio de Santo Antão.

Nesses “loucos anos” de descoberta do espaço os Jesuítas em Portugal e em Roma acompanharam a par e passo os descobrimentos com o telescópio, e, em 1611 receberam Galileu apoteoticamente no Collégio Romano. As autoridades eclesiasticas também seguiram estes factos com bastante interesse, ao ponto do cardeal São Roberto Bellarmino[7] (1542-1621), também ele Jesuita desde 1560, se ter dirigido aos Matemáticos da Companhia de Jesus levantando  cinco quastões:

1-      É verdade que se observa com o telescópio multidões de novas estrelas?

2-      Saturno está rodeado de dois planetas mais pequenos?

3-      Vénus tem fases?

4-      A lua tem uma aparência irregular?

5-      Jupiter tem satélites?

É sem dúvida para o jovem António de Andrade, uma época de incertezas mas também de afirmações, ao concluir o noviciado, e com 19 anos, o espírito de missão foi mais forte e leva-o em 22 de Abril de 1600 na “nau S. Valentim onde ia o Vice-Rei Aires de Saldanha, com destino a Goa, onde chega a 22 de Outubro do mesmo ano”. (F. PEREIRA, 1921, p. 9-10). Nessa possessão portuguesa António de Andrade conclui os estudos no Colégio de S. Paulo, e recebe as ordens sacras.

Posteriormente é enviado para Agra (Mogores) cidade Indiana a sul de Deli, onde aprende línguas e dialectos locais, que muito necessário lhe foi ao longo da sua curta vida.

Já como superior da Missão de Mogores em Agra, empreende viagem de acompanhamento de Janhangir Rei dos Mogores em direcção a Lahore no actual Paquistão na fronteira com a Índia.

O Padre António de Andrade, mostrava nas suas notas que sabia usar instrumentos de medição da altura dos astros (p. 15 da II carta), temos a certeza que pela ampla formação Matemática, associada a uma férrea formação cosmográfica dominava e bem o uso do astrolábio e das tábuas de declinação do sol, o que à altura era uma prática utilizada de forma quase elitista por navegadores, geógrafos e cartógrafos. O uso destes instrumentos por parte do Padre António de Andrade, significou que este teve uma sólida formação em cosmografia de elevada qualidade, provavelmente adquirida enquanto frequentou os estudos que o conduziram à prática do sacerdócio. Não podemos esquecer que António de Andrade foi de Coimbra para Lisboa em 1597, para fazer o noviciado tendo estudado no Colégio de Santo Antão, onde a formação científica dos seus alunos era central, aulas como a “Aula da Esfera”, “onde se leccionava a disciplina de cosmografia tendo esta sido central na Europa do século XVI e XVII, a que Portugal não era alheio, abrangendo questões da geografia (descrição física, climas, a determinação de latitude e longitude, etc.), de cartografia e também a medição do tempo (os relógios de sol, etc.). A cosmografia servia também como disciplina propedêutica ao estudo da náutica e navegação teórica, assuntos que foram longamente tratados na “Aula da Esfera”. Na verdade, como já foi notado por vários historiadores, a “Aula da Esfera” foi o mais interessante centro de ensino de temas náuticos em Portugal nos finais do século XVI e durante todo o século XVII e mesmo depois. Nos manuscritos provenientes destas lições são muitas vezes analisados problemas relativos à confecção e uso da carta de marear e dos globos, todo o tipo de instrumentos náuticos, e tratam-se inclusivamente muitas questões acerca das propriedades da linha de rumo, com especial referência às soluções dadas por Pedro Nunes no século anterior” (Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa).

A contemplação à natureza também fez dele um naturista. Para ele provavelmente a Terra é Paisagem, mais precisamente ela é cultura, expressão do movimento da existência humana na superfície da terra, sem que dai resulte a destruição da mesma, para ele, a paisagem é um produto objectivo, do qual a percepção humana só capta, de início, o aspecto exterior.

Tenhamos em consideração que a intenção e a esperança científica do geógrafo consiste em tentar ultrapassar essa exterioridade para captar a VERDADE da paisagem, penso que, António de Andrade desde o início tentou captar a verdade da paisagem, ainda hoje podemos sem nos deslocarmos aos caminhos por onde andou captar a verdade da paisagem. Que melhor legado nos poderia deixar António de Andrade?

Não são poucas as citações acerca da vegetação na folha 4 (F. PEREIRA, 1921), provavelmente no trajecto de Maná (5604 metros), para Srinagar (4138 metros) refere: “nalgumas serras do meio para baixo, encontram-se grandes pinheiros[8] de várias castas, e de estranha grandeza, uns como os nossos, e outros mais frescos, que não dão fruto, mas de muito melhor madeira, tão altos, sem tortura alguma, que passarão por duas ou três alturas da torre do Bom Jesus de Goa. (…) no mesmo trajecto refere ainda “em muitas partes achamos grande número de peçegueiros e pereiras carregadas de muita fruta verde, e muitas árvores de canela, cyprestes, lymoeiros, rozais grandíssimos, com rosas sem número, muitas amoras de silva, umas pretas, como as nossas, outras vermelhas como medronhos, mas todas muito boas (…) há grande número de outras árvores, como castanheiros, sem fruta, mas quebram como ramalhetes de formosíssimas flores, de maneira que cada cacho é um formoso e grande ramalhete da figura de um acypreste, tão talhado, que não deixa à natureza lugar a se lhe acrescentar coisa alguma pela sua perfeição”. (…) As flores como as nossas são muitos lyrios, rosas e açucenas e outras em grande número, tão peregrinas, como formosas, e em muitas partes vi grandes tractos de terra, cuja erva era só manjerona, tão fina como a nossa, mas a folha mais miúda; porém o que faz estas serras mais aprazíveis, e menos dificultosas aos caminhantes, são as muitas fontes que delas correm, umas despenhando-se dos mais altos picos, outras brotando de vivas pedras ao longo do caminho, de água tão cristalina e fresca que não há mais que desejar. Assim chegamos à cidade de Srinagar”.

O Padre António de Andrade enfrentou um clima inóspito, desconhecido para si, esse desconhecimento levou-o a fazer várias citações sobre os rigores do clima. Nas páginas destas duas cartas, começa por mostrar “o espanto em não conseguir entender, como era possível cair tanta neve” (F. PEREIRA, 1921, carta I p.4 ). (…)

Não podemos esquecer que o Padre António de Andrade, estava na sua juventude habituado aos rigores do inverno no concelho de Oleiros, pois foi durante os séculos XVI e XVII, que ocorreu em toda a Europa a “PEQUENA IDADE DO GELO”, tão bem retratada na pintura acima exposta e elaborada por Hendrick Avercamp (1585-1634), que nos mostra os canais Holandeses totalmente congelados. Nessa perspectiva, os rigores do inverno nos Himalaias seriam consideravelmente piores que os que ocorrem hoje em dia nas latitudes e altitudes consideradas. Assim, afirmações tais como: “a neve era tão miúda e tão espessa, que nos não deixava ver, estando juntos, acompanhada com um vento tezo e sobre maneira frio, cobríamo-nos por cima dos cambolins, e o remédio era sacudila por várias vezes, para não ficarmos por debaixo dela” (…) “Nos pés, mãos e rosto, não tínhamos sentimento, porque com o demasiado rigor do frio, ficávamos totalmente sem sentido; aconteceu-me pegando em não sei o quê, cair-me um bom pedaço do dedo, sem eu dar fé disso, nem sentir ferida, se não fora o muito sangue que dela corria”. (…) “Os pés foram apodrecendo de maneira que de muito inchados, no-lo queimaram depois com brasas vivas e ferros abrasados, e com muito pouco sentimento nosso”, levaram o médico ALFREDO RASTEIRO (1991, p. 17) a questionar: “se seria patologia pelo frio e gangrena das extremidades ou apenas uma manifestação de aquilo que virá a chamar-se escorbuto e nos nossos dias Avitaminose C?”. (…) “Não oferece porém dúvidas que, havendo anestesia pelo frio ou os grandes inchaços pelo escorbuto, haveria insensibilidade.”

De facto o que mais nos impressiona é a sua resistência ao frio, que ainda hoje continua a ser um enorme obstáculo para quem se aventura para lá dos três mil metros.

Este sacrifício, feito pelo Padre António de Andrade, de ultrapassar as montanhas e de se ultrapassar a si mesmo atira-nos para Petrarca “certamente, a ascensão é uma forma de transgressão… “No entanto, quando Petrarca desconsidera a advertência e se mete por caminhos perigosos que conduzem ao alto, ele tem consciência de fazer o leitor penetrar, alegoricamente, num outro espaço, o de uma experiência espiritual que pressupõe a transgressão” (J.MARC BESSE, 2006, p. 3). Petrarca interpreta alegoricamente, na primeira parte da sua carta, as dificuldades sentidas durante a sua ascensão. Elas são reais e propriamente físicas (tal qual António de Andrade) mas são-no também subjectivas.

“O que tentastes tantas vezes hoje ao escalar esta montanha se repetirá, para ti e para tantos outros que querem atingir a beatitude … A vida que nós chamamos feliz ocupa as alturas e, como diz o provérbio, estreito é o caminho que a ela conduz. Numerosos também são os desfiladeiros que é preciso passar e do mesmo modo devemos avançar por degraus, de virtude em virtude; no alto está o fim de todas as coisas, o objectivo para o qual dirigimos os nossos passos…” (o.c; p. 3).

O clima do planalto Tibetano pode considerar-se continental severo, caracteriza-se por ser assolado por ventos fortes e baixa humidade a sua altitude provoca uma atmosfera rarefeita. Possui uma grande flutuação nas temperaturas anual e diária. O ar árctico penetra pelo norte e o ar tropical e equatorial penetra através da barreira dos Himalaias (efeito de Fohn). O contraste é enorme entre o aquecimento do verão e os invernos gelados. No inverno o ar frio e seco do árctico penetra no Tibete saindo por este a sul. Existe pouca queda de neve mas muito frio.

Ocasionalmente aparecem tempestades ciclónicas que se movem do mediterrâneo para leste, dando nestes períodos baixas pressões e trazendo consigo neves para as cordilheiras.

Nas montanhas do Kunlum a norte, aparecem fortes ventos, calor seco e predominante clima de gelo com uma precipitação média anual de 50-100 mm e uma temperatura flutuando entre 25-28ºC (no sopé das montanhas a meio do verão) e os -9ºC (no sopé a meio do inverno). Já nas encostas a temperatura oscila entre um máximo de 10ºC (em meados do verão) -35ºC (em meados do inverno).

No entanto o rigor climático imposto pela cordilheira dos Himalaias, que em pleno século XXI, ainda faz tremer os mais intrépidos alpinistas profissionais, devidamente apetrechados e com sistemas de localização de satélite, não foram há quase quatro séculos atrás suficientes para deter a caminhada do Padre António de Andrade, que em nome da fé, escreveu mais uma página gloriosa dos grandes exploradores portugueses, dando assim “Novos Mundos ao Mundo”.

Algumas curiosidades dos percursos assumidos pelo Padre António de Andrade:

Os sucessivos percursos feitos a pé foram por nós calculados tendo em conta uma linha recta entre a origem e o destino com valores aproximados, não está contabilizado o regresso. Teremos sempre que levar em consideração que os percursos efectuados a pé foram com certeza muito mais longos.

Goa (10 mts) – Agra (236 mts)                                  1400 Km

Goa (10 mts) – Déli (213 mts)                                    1450 Km

Agra (236 mts) – Déli (213 mts)                                  180 Km

Déli (213 mts) – Lhasa (4.867 mts)                           1372 Km

Déli (213 mts) – Srinagar (4.135 mts)                        650 Km

Déli (213 mts) – Badrinat (3.883 mts)                       321 Km

Déli (213 mts) – Mana (1.264 mts)                            860 Km

Srinagat (4.135 mts)– Badrinath (3.883 mts)         574 Km

Badrinat (3.883 mts) – Lasa (4.867 mts)                1122 Km             

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

 

BESSE, Jean Marc (2006) – VER A TERRA – Seis Ensaios Sobre a Paisagem e a Geografia. Editora Perspectiva, S.A, São Paulo, Brasil, 108 p.

BRANCO, Fernando Castelo (1985) – “Aspectos da vida e obra do explorador do Tibete Padre António de Andrade. Instituto de Investigação Científica Tropical, Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga, Lisboa, pp. 505-511.

LAPPARENT, Albert (1903) – La Geographie, VIII, Paris.

PEREIRA, Francisco Maria Esteves (1921) – O DESCOBRIMENTO DO TIBET, pelo Padre António de Andrade, da Companhia de Jesus, em 1624. Estudo Histórico, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, 141 p.

PETRARCA (1998) – LETTRES FAMILIERES, 1, Trad. Fr., C. Carraud, Jérôme Millon: Grenoble.

RASTEIRO, Alfredo (1991) – “ANTÓNIO DE ANDRADE (1581-1634), O PROBLEMAS DO CATAIO E AS PATOLOGIAS PELA LUZ E PELO FRIO EM GRANDES ALTITUDES. Medicina na Beira Interior, da Pré-História ao Século XX, Cadernos de Cultura, 4, Castelo Branco, pp. 16-18.

SPHAERA MUNDI (2008) – A CIÊNCIA NA AULA DA ESFERA – Manuscritos Científicos no Colégio de Santo Antão nas Colecções da BNP, Lisboa, 250 p.


[1]) “Numa serra vi toda coberta de árvores de S. Tomé, sem folha, mas tão carregada de flores, umas brancas e outras como as da Índia, e elas tocando-se umas às outras com os ramos, de sorte que parecia toda a serra um monte de flores, ou uma só flor; e foi a mais formosa vista neste género que em toda a minha vida tive”.(F. PEREIRA, 1921, p. 50).

[2]  ) A Bula Fundacional Regimini Militantis Ecclesiae data de 27 de Setembro de 1540, assinada pelo Papa Paulo III, autorizando os Jesuitas a fundarem colégios que poderiam funcionar como lares escolásticos. A abertura de colégios após a bula referida em 1, foi: Paris (1540), Coimbra e Lovaina (1542).

[3] ) Colégio de Santo Antão, iniciou a sua actividade em 18 de Outubro de 1553, num antigo Convento ali para os lados da Mouraria (Santo Antão – o – Velho), em 11 de Maio de 1579 é lançada a primeira pedra para a construção do novo Colégio Santo Antão situado ali para os campos de Santa Ana (Santo Antão – o – Novo), que viria a concluir-se em 1593 (hoje Hospital de S. José).

[4] ) JOÃO DELGADO (1553-1612) Padre Jesuíta, viveu em Roma entre 1576 e 1585, onde estudou Filosofia e Matemática com Christoph Clavius na Academia Matemática do Collégio Romanno. Iniciador da Matemática nos Colégios Jesuítas a partir de 1585 onde passa a leccionar no Colégio de Coimbra. Em 1590 dá inicio formal do curso de Matemática na aula da esfera no Colégio de Santo Antão em Lisboa. Leccionou a disciplina de Matemática provavelmente a António de Andrade nos anos de 1597/98/99.

[5] ) CHRISTOPHER GRIENBERGER (1564-1636) Estudou Retórica e Filosofia, no Colégio de Praga, e leccionou Matemática no Colégio de Viena. Em 1599 inicia a leccionação de Matemática no Colégio de Coimbra, e ainda nesse ano parte para Lisboa onde assegura a disciplina de Matemática, entre 1599 e 1602 no Colégio de Santo Antão.

[6] ) O Colégio Romano embrião da actual Universidade Gregoriana é fundado em 1551.

[7] ) Conhecido pela afirmação “nunca o povo delega totalmente o seu poder” e “conserva-o em potência e em certos casos pode retomá-lo em acto”..Porque “depende do querer da multidão constituir um rei, cônsules ou outros magistrados. E se advêm uma causa legítima, a multidão pode mudar a realeza em aristocracia ou democracia ou o inverso”.

[8] ) Estaria António de Andrade a referir-se sem dúvida à espécie Pinus Wallachiana, árvore delgada e elegante podendo atingir os 50 metros de altura e o seu habitat resume-se à cordilheira dos Himalaias a altitudes que variam entre os 2000 e os 4000 metros

Nota do Director: O Professor AnselmoCasimiro Ramos lecciona na Pampilhosa da Serra, leccionou também em Oleiros. O artigo agora publicado possui algum tempo (2009) e foi publicado tendo em conta a importância do Patrono da Escola e ainda a necessidade de exibir as diferentes visões sobre tão importante e marcante personalidade.

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