O FAROL: As palavras do Presidente

O FAROL
POR ANTÓNIO GRAÇA
AS PALAVRAS DO PRESIDENTE
Conforme já havíamos referido no nosso artigo anterior, as palavras do Presidente da República no seu discurso de tomada de posse, incomodaram fortemente muita gente, especialmente os instalados no poder.
Também o seu discurso na abertura do ano judicial o Presidente foi fortemente crítico da justiça portuguesa.
Mas, o Professor Cavaco Silva continua no seu tom de discursos incisivos, com o tal cunho incómodo, como parece ter sido o caso do discurso proferido na cerimónia de homenagem aos antigos combatentes da guerra do Ultramar, no qual incentivou os jovens de hoje a seguirem o exemplo dos que, há 50 anos, com desprendimento e coragem, assumiram a sua participação naquela guerra.
Logo veio a terreiro o Sr. Francisco Louçã, qual Inquisidor-Mor do reino, criticar o Professor Cavaco Silva por estar a tentar reescrever a história e de estar a comparar as Forças Armadas de hoje com as da “ditadura e do “colonialismo”.
Só uma leitura tendenciosa e carregada de má fé, poderá levar a tal interpretação das palavras do Presidente.
É sabido que, muitos dos actuais politiqueiros, como Louçã, gostariam de varrer a história para debaixo do tapete e se incomodam com estes episódios, mas, tal não é possível.
Por outro lado, o que Cavaco Silva pretendeu dizer aos jovens de hoje foi para enfrentarem com a mesma coragem os desafios que a sociedade actual lhes coloca.
As Forças Armadas de um país são as mesmas, qualquer seja a política que conduz os destinos desse país.
Francisco Louçã, que parece não entender isto, apesar do seu pai ser, por altura do 25 de Abril, um oficial superior da Armada Portuguesa, gostaria que se apagasse a memória de um povo, mas, tal não é possível, e os combatentes da guerra do Ultramar ficarão na nossa memória colectiva como exemplo de empenho coragem e honra, na defesa do que naquele tempo se entendia como sendo os interesses da Nação.
Pelo contrário, Francisco Louçã, não ficará, para bem dos portugueses, na nossa memória colectiva, como exemplo do que quer que seja (de positivo).
Até breve

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