O FAROL

A INVEJA

A inveja é um dos sete pecados mortais.
O invejoso, ignora tudo o que possui para cobiçar o que é, legítima ou ilegitimamente, do próximo

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Para além de ser um pecado mortal é, também, e há que reconhecê-lo frontalmente, uma das características negativas de grande parte dos portugueses.
Essa faceta negativa é, frequentemente, explorada, quer por políticos, quer pela comunicação social.

É assim que vemos nas primeiras páginas de alguns jornais e nas aberturas dos noticiários ser dado grande relevo aos ordenados que certas pessoas auferem e às chamadas “ reformas douradas”.
Os políticos exploram igualmente este sentimento perverso. Desde sempre, o PCP o fez e, mais recentemente, a burguesia complexada do BE segue igualmente esse caminho.
Como o objectivo é despertar o sentimento de inveja, os ataques e referências a essas situações são indiscriminados e não procuram aprofundar se as situações são justificadas ou não.

No caso dos gestores de empresas, seria importante saber se a sua actuação corresponde a uma melhor eficácia das mesmas, e, consequentemente a uma melhoria dos seus lucros, ou, em alguns casos a uma diminuição significativa dos seus prejuízos.

No que respeita às empresas do sector empresarial do estado, as situações atrás referidas, correspondem à geração de benefícios para o estado, que somos todos nós, os contribuintes.
Existem contudo empresas públicas que apresentam prejuízos crónicos e cujos gestores, nomeados pelo governo, normalmente os chamados “boys”, e bem pagos, não acrescentam qualquer valor com a sua gestão. Aí poder-se-á questionar a justeza das remunerações.

Quanto às reformas ditas “douradas”, antes do mais é importante saber se o seu valor corresponde aos descontos que os que delas beneficiam fizeram ao longo da sua vida profissional. É que, a descontos maiores corresponderão reformas de maior valor
É verdade que há gente, sobretudo na classe política, que beneficia de reformas para as quais não contribuiu proporcionalmente, como os restantes cidadãos.
Em nosso entender haverá injustiças muito gritantes no nosso país, mas explorar meias verdades para vender papel e conquistar audiências não é o caminho correcto.
Até breve.
A. Graça

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