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“Sem liberdade não há Democracia, sem instrução não há liberdade”, por Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

No inicio do século XX a República era vista como o último patamar da história, a sociedade positiva, ao mesmo tempo que as elites culturais da época viam na educação o meio de se produzirem alterações e modificações sociais a médio e longo prazo. Nesse sentido, positivistas, republicanos, socialistas ou anarquistas acreditassem na construção do Homem Novo, para atingir esses objectivos foram criados grémios, na sua larga maioria uma versão profana das lojas maçónicas, escolas de influência maçónica, anarquista, sindical ou outra.

Num contexto de uma profunda confiança na ciência, acreditou-se que a filosofia tinha um papel político a desempenhar, o que implicava que muito para além de ser um valor político incorporava as certezas dos processos e metodologias científicas.
Toda esta paixão pelo ensino provém do facto de o republicanismo possuir uma clara herança iluminista ao sustentar que é o Saber que permite a compreensão dos verdadeiros valores expressos na Liberdade, na Igualdade, na Fraternidade, na Tolerância.
A Liberdade implica uma participação activa do cidadão na vida pública, ao ponto de que essa participação, mais que um direito individual ou egoísta, se assume como um dever perante todo o social. Só mesmo um cidadão consciente e esclarecido poderá contribuir para o sucesso da vontade geral e do bem comum, para que isso se efective a escola, a educação cívica tornou-se um instrumento vital da república, e da doutrina republicana e ao mesmo tempo um motivo de aperfeiçoamento moral por parte de cada cidadão.
Ontem como hoje é pela educação que se transmitem valores e comportamentos, úteis á vida do indivíduo em sociedade. Daí também a ligação da escola ao espaço público, a existência de ritos cívicos a interacção entre a escola e a família. A educação deveria constituir um caminho directo para a libertação racional do cidadão.
Note-se que os republicanos portugueses na sua essência nunca viram o cidadão como um individuo abstracto mas sim como um elemento participativo no conjunto da sociedade, que sob o ponto de vista político quer associativo cultural, e daí a maior importância de o estado ter a obrigação e o dever de preparar bons cidadãos para a vivência de uma boa e plena cidadania e acima de tudo consciente. É também nesta perspectiva da competência que a mesma se insere a importância da preparação de bons profissionais especializados, em simultâneo bons cidadãos, ao estado e á sociedade em suma á Rés Publica.
Para a doutrina republicana os Direitos e a Razão assumem-se como valor inestimável, como algo Universal, impondo-se a todos os cidadãos independentemente da sua posição social ou económica no conjunto da sociedade A Republica seria o termo a evolução natural da História, distinguindo-se do Liberalismo por não se constituir sobre a doutrina dos Direitos e Liberdades individuais mas antes valorizando a comunidade, distinguindo-se também do Socialismo por não ter uma visão de classe, mas nem por isso deixando de se preocupar com os mais desfavorecidos, reflexo de um sentir fraterno que a caracteriza.
Hoje as fragilidades da Republica, as opiniões divergentes, o alimentar de uma economia mercantilista com uma nova roupagem neoliberal, a destruição da escola pública e o empobrecimento do nosso povo, leva-nos a esquecer a razão destes verdadeiros valores que nos deveriam guiar, mais do que na procura de soluções, á procura de novos caminhos.
Não poderia finalizar este artigo sem lembrar, Kofi Annan. Ele destaca que somente a força, a austeridade não poderão derrotar a instabilidade social e quiçá o terrorismo. Annam acredita que as causas para tais factos encontram-se nas condições socioeconómicas injustas, na falta do acesso ao trabalho á educação á saúde, nas disputas políticas não resolvidas (a culpa é sempre do outro).
Torna-se necessário acrescentar que o mundo actual , dominado pela imposição dos valores neoliberais capitalistas, cria justificáveis núcleos de resistência , nos quais , os grupos radicais , (veja-se a França com o galopar da extrema direita, a Grécia …) sempre encontrarão terreno fértil para o seu crescimento, é isto que a história esclarece, “ela a ditadura quando vem é sempre de mansinho”
Bem Hajam
Carlos Fernandes
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Primeiras medidas em França vão desagradar a classe dominante

Ayrault vai desagradar a classe dominante

Já não bastava o carro escolhido pelo Presidente Hollande, um citroen acessível a muita classe média na europa e em Portugal, um  Citroen C5 ( sem a classe e a distinção habituais…), agora vai ser o bom e o bonito.

A primeira medida foi reduzir o salário do Presidente e dos Ministros em 30%…as lideranças habituadas a previlégios, belos salários, belos carros, não vai gostar nada desta medida.

François Hollande está a dar um sinal aos “desprotegidos” e criar um precedente de exemplo a seguir que vai marcar os próximos tempos.

Basta ter em conta, por exemplo a Chanceler Merkel, continuou a ser aumentada e continuará mais de 5% pelo menos até 2013…mas melhora as condições após o “despedimento” que lhe vai acontecer nas próximas eleições.

PF

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A JSD e a linha da Beira Baixa

Sugestões para a linha da Beira Baixa
A JSD Regional de Castelo Branco saúda os compromissos e as medidas imediatas estabelecidas pela CP para a melhoria das condições e da competitividade do serviço de Intercidades na Linha da Beira Baixa.

Ainda assim, a JSD considera pertinente que se aborde este tema com espírito construtivo, na procura de soluções que contribuam para o aumento da qualidade de vida dos habitantes do Distrito. É pois, neste contexto, que a Comissão Política Regional de Castelo Branco da Juventude Social Democrata de Castelo Branco propõe à CP as seguintes medidas em relação ao serviço de Intercidades:

- alteração do horário actual para que tenha como hora de chegada a Lisboa as 09h30 em vez das actuais 11h11 que impossibilitam a deslocação a Lisboa sem que se perca meio dia produtivo.

- melhoria das condições a bordo para os passageiros que pretendam que a sua viagem de comboio seja um momento produtivo de trabalho, nomeadamente através do fornecimento de tomadas de electricidade a todos os passageiros e da disponibilização de um serviço wireless de acesso à Internet.

Apenas com melhorias do serviço orientadas para os passageiros que pretendam trabalhar durante a viagem e que se deslocam a Lisboa para trabalhar, poderá a oferta da CP servir de alternativa para os que utilizam actualmente o automóvel para se deslocarem, com frequência, entre o nosso distrito e a capital.

No entender da Regional, o factor crítico de sucesso da sustentabilidade da linha da Beira Baixa está na adaptação da oferta às reais necessidades de novos passageiros baseada, definitivamente, na afirmação do comboio como uma alternativa viável ao aumotóvel.

Castelo Branco, 11 de Maio de 2012
A Comissão Política Regional de Castelo Branco da JSD

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Ténis, Novak Djokovic fala da sua presente temporada

Novak Djokovic fala da sua presente temporada

O tenista sérvio Novak Djokovic afirmou recentemente que está contente com a sua forma física, no entanto o tenista sérvio está um pouco abaixo do desempenho que conseguiu ter na temporada do ano passado. 

Djokovic que na temporada de 2011 ganhou 42 partidas consecutivas provando assim que estava a atravessar uma grande forma, este ano já perdeu por quatro vezes. Uma dessas derrotas foi a surpreendente eliminação contra o outro tenista  sérvio, Janko Tipsarevic, no Mutua Madrid Open nos quartos-de-final da prova, lembrar que o Mutua Madrid Open foi ganho pelo Suíço Roger Federer.

Contudo o numero um do ranking mundial do ATP apesar destas quatro derrotas, continua a afirmar que está contente com o seu estilo de jogo, com a sua forma e que prefere apenas concentrar-se para o seu próximo torneio, em vez de perder tempo a pensar no que correu mal nos jogos anteriores.

“Este ano, até agora, tem corrido bem e já ganhei um Grand Slam (Austrália) e o Open de Miami” disse Novak Dkokovic em entrevista com jornalistas em Roma.

Djokovic ainda quis frisar que é o atual numero um do mundo e é nesse lugar que pretende continuar e que para isso terá que fazer boas apostas nos próximos torneios “Física e psicologicamente estou bem. Estou onde queria estar. Sou o número um do mundo e estou a vencer Grand Slams. Adoro o desafio e agora tenho de trabalhar ainda mais arduamente para me manter onde estou” conclui Novak Djokovic.

No Roland Garros em Paris o tenista espanhol, Rafael Nadal nas casas de apostas é um dos favoritos para ganhar o título, no entanto Novak Djokovic pretende dar luta ao maiorquino e tirar assim o domínio que o espanhol tem em terra batida nesta temporada e conseguir sair vitorioso de Paris.

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Fenacam organiza seminário internacional

Seminário Internacional – “Crédito Cooperativo”

Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças preside à Sessão de Encerramento

A FENACAM – Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, promove no âmbito do Programa nacional das comemorações de “2012 – Ano Internacional das Cooperativas”, iniciativa das Nações Unidas, um Seminário Internacional sobre o Crédito Cooperativo, que terá lugar em Albufeira, no Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel, Sábado, 19 de Maio.

A Sessão de Encerramento será presidida pela Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças – Dra. Maria Luis Albuquerque.

O Seminário contará com a participação de um conjunto de oradores nacionais e estrangeiros que abordarão temas como: “A Economia, o Euro e os Bancos”, “Crédito Cooperativo – um exemplo no Brasil”, “A Banca na perspectiva dos consumidores”, “Os Associados, o seu papel, direitos e deveres”, “O Crédito Agrícola no desenvolvimento rural e regional”, “As diversidades das Caixas Agrícolas – três casos, três experiências” e “A Banca cooperativa na UE – valores de diferença”. Conforme Programa anexo.

A FENACAM é a representante político-institucional das Caixas de Crédito Agrícola portuguesas e associa hoje oitenta e duas Caixas Agrícolas das noventa existentes em Portugal.

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